Fachin dá 15 dias à PGR para analisar indiciamento de Vorcaro no caso BRB

Segundo a ConJur, PF aponta prejuízo de cerca de R$ 2,7 bilhões ao banco de Brasília e pede mais 60 dias de investigação

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Edson Fachin, presidente do Supremo Federal Court, em encontro institucional (imagem de arquivo).
Foto: Europäische Kommission - Audiovisueller Dienst, CE - Service audiovisuel, EC - A / CC BY 4.0 via Wikimedia Commons

O ministro Fachin, relator do caso Master no STF, deu prazo à Procuradoria-Geral da República (PGR) para analisar o indiciamento de Vorcaro no caso BRB. O mesmo prazo vale para a PGR se manifestar sobre o pedido da Polícia Federal (PF) de prorrogar a investigação por mais 60 dias, segundo a ConJur.

O indiciamento veio na conclusão parcial da primeira fase da Operação Compliance Zero, cujo relatório parcial os investigadores concluíram na semana passada. Segundo o relatório da PF, Vorcaro teve "participação pessoal, reiterada e diretiva" nas operações com carteiras de crédito irregulares do Banco Master que causaram prejuízos ao BRB.

Ainda segundo a PF, o prejuízo apurado até agora é de aproximadamente R$ 2,7 bilhões. Parte das perdas, de acordo com os investigadores, vem de carteiras de crédito inexistentes, registradas em nome da Tirreno, empresa de fachada operada pelo Master, que fez transações com o BRB.

Vorcaro está preso desde março e custodiado no presídio da Papudinha, no Distrito Federal, segundo a ConJur.

A defesa do ex-banqueiro criticou o indiciamento. Para os advogados, a PF "limita a repetir a mesma narrativa" e não avançou nas investigações.

"O negócio envolvendo as carteiras da Tirreno não foi concluído. As carteiras foram substituídas por outros ativos, e a troca realizada demonstra que os negócios entre o Banco Master e o BRB geraram resultados positivos para o Banco de Brasília. Nenhuma perícia oficial apurou qualquer prejuízo."

Com informações da Agência Brasil.

Fontes: ConJur — “Fachin manda PGR analisar indiciamento de Vorcaro no caso BRB”.