Eduardo Bolsonaro diz não temer expulsão dos EUA após vitória democrata

Ex-deputado afirma que sua permanência no país é legal e que o Congresso americano não pode revogar vistos, segundo O Globo e CNN Brasil

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Eduardo Bolsonaro em evento oficial (imagem de arquivo).
Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados / CC BY 3.0 via Wikimedia Commons

🚨 PLANTÃO GAZETA — notícia em desenvolvimento, escrita a partir do que 4 veículos publicaram. As fontes estão no fim do texto; esta página pode ser atualizada.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), descrito como cassado pelo Brasil 247, afirmou que não teme ter que deixar os Estados Unidos, mesmo após a vitória do Partido Democrata nas eleições legislativas do país. "Não estou com medo", disse ele ao influenciador de direita Joey Mannarino, segundo O Globo.

A eleição de meio de mandato, as Midterms, renova todos os deputados americanos e um terço dos senadores. Segundo O Globo, o resultado tirou do Partido Republicano, de Donald Trump, o comando do Congresso. Eduardo é descrito pelo jornal como aliado do presidente.

Segundo a CNN Brasil, Eduardo reconheceu que os democratas podem tentar medidas contra ele e sua família. Ao mesmo tempo, sustentou que o Congresso não tem esse poder:

"Acho que eles vão tentar [medidas contra nós]. Não cabe ao Congresso, nos EUA, revogar vistos ou cidadanias. Eu estou 100% legal aqui, assim como meu irmão e nossa família."

Na prática, revogar um visto é cancelar o documento que autoriza a permanência de um estrangeiro no país. O Brasil 247 relata que a preocupação com a situação migratória da família ganhou força depois que parlamentares eleitos na semana da votação manifestaram a intenção de rever as condições de permanência dos brasileiros nos EUA.

Para defender a própria situação, Eduardo fez comparações. Segundo a CNN Brasil, ele comparou uma eventual medida contra ele à deportação de refugiados de países como Irã e Venezuela para "ditaduras como o Brasil". Já o Brasil 247 informa que ele comparou sua permanência à de mulheres que deixam países governados por regimes islâmicos para escapar de perseguições. O Estadão, o cita comparando-se a mulheres refugiadas do Irã.

Eduardo também afirmou que o irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), está legalmente nos Estados Unidos. Flávio foi derrotado por Lula no segundo turno e deixou o Brasil dois dias depois, em 27 de outubro, segundo o Estadão. As reportagens divergem sobre quem determinou a medida que ele descumpriu. Para O Globo, foi uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que mandava entregar o passaporte. Para o Estadão, a determinação partiu da Polícia Federal, que pedia a entrega de passaportes e a proibição de sair do país.

Segundo a CNN Brasil, a Primeira Turma do STF condenou Eduardo por unanimidade a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. Coação, nesse caso, significa pressionar para interferir em uma ação judicial em andamento. Os ministros entenderam que ele articulou com autoridades americanas sanções contra integrantes do Supremo e tarifas contra o Brasil, para pressionar a Corte no julgamento que condenou o pai, Jair Bolsonaro (PL), por tentativa de golpe de Estado.

O Estadão classifica Eduardo como foragido da Justiça brasileira. O jornal informa que ele é investigado em dois inquéritos no STF: um sobre lavagem de dinheiro ligada ao advogado Willer Tomaz e outro sobre pedidos de recursos a Daniel Vorcaro para o filme "Dark Horse", cinebiografia do pai. Segundo o Estadão, as conversas encontradas pela PF apenas indicam orientações sobre a forma como os recursos poderiam ser geridos. São investigações em curso, sem denúncia ou conclusão. O Estadão informou não ter localizado o ex-deputado para comentar. Eduardo está nos EUA desde fevereiro de 2025, segundo a CNN Brasil. O Estadão acrescenta que ele foi para o país antes das denúncias.

Segundo O Globo, o resultado da eleição tem consequências imediatas para a política interna americana e para a expansão global do trumpismo.

📌 CONTEXTO E ANTECEDENTES

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Segundo a CNN Brasil, a Primeira Turma do STF o condenou por unanimidade a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. Os ministros entenderam que ele pediu sanções contra integrantes do Supremo e tarifas contra o Brasil, com o objetivo de interferir no julgamento do pai, Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado.

Fontes: O GLOBO — “'Não estou com medo', diz Eduardo Bolsonaro após partido de Trump perder comando do Congresso”; CNN Brasil — “Eduardo Bolsonaro diz não temer ter que deixar EUA após vitória democrata”; Brasil 247 — “Após vitória democrata, Eduardo Bolsonaro diz não temer expulsão dos EUA”; Estadão — “‘Não tenho medo’, diz Eduardo Bolsonaro após eleição de maioria democrata”.

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