JuntOz faz da cobrança por direitos a marca de seu mandato em Osasco
Grupo atua na proteção às mulheres, na saúde mental e na fiscalização do acervo da Biblioteca Monteiro Lobato, segundo reportagens publicadas nas últimas semanas
Opinião · Análise da Gazeta — este texto expressa a posição da Gazeta Estrela Vermelha.
Para a Gazeta, o mandato coletivo JuntOz mostra que a política de Osasco pode ser feita ao lado da população, e não apenas nos gabinetes. O grupo apareceu em três frentes que afetam o dia a dia da cidade: o atendimento às mulheres, a saúde mental e a fiscalização da prefeitura.
Na Câmara, o vereador Heber, do JuntOz (PT), defendeu a ampliação do horário de funcionamento dos Centros de Referência da Mulher Vítima de Violência (CRMVVs). Segundo o Correio Paulista, entidades ouvidas em audiência pública do mandato apontaram a necessidade de atendimento fora do horário comercial.
A cobrança faz sentido. A Delegacia de Defesa da Mulher, que funciona 24 horas na Cidade da Polícia, foi celebrada na sessão, de acordo com o mesmo jornal. A vereadora Elsa Oliveira disse que a inauguração é "uma luta de todos". Mas a violência não tem hora marcada, e a mulher que precisa de ajuda à noite encontra os centros fechados. Para a Gazeta, o mandato acerta ao cobrar que a rede inteira acompanhe a delegacia.
O caso dos livros é o mais grave. Segundo a CNN Brasil, cerca de 40 mil exemplares foram descartados de forma indevida em Osasco. Um instituto especializado foi contratado pela Prefeitura para avaliar a possível recuperação e preservação das obras, enquanto o MPSP pediu laudos que fundamentem a contaminação por fungos e a suposta impossibilidade de recuperação.
A emissora informa que o Coletivo JuntOz acionou o Ministério Público no caso. Depois disso, o MPSP instaurou inquérito de lesão ao patrimônio público e cultural. O órgão afirma que a Biblioteca Monteiro Lobato estava fechada desde 2020, com justificativa de reforma, e requisitou à prefeitura o procedimento que justifica o descarte.
O prefeito Gerson Pessoa afirmou que determinou a abertura de uma sindicância para apurar os responsáveis, segundo a CNN Brasil. Ainda não se sabe quem e por que os livros foram descartados. Para a Gazeta, a ação do mandato é o que se espera de um vereador: levar ao Ministério Público um caso em que, segundo o próprio órgão, a Biblioteca Monteiro Lobato esteve fechada desde 2020 sob justificativa de reforma.
O grupo também esteve nas ruas. Segundo o Correio Paulista, representantes do mandato participaram de atividade no Calçadão de Osasco, onde conversaram com comerciantes, trabalhadores e moradores. Segundo o mesmo jornal, o ato era de campanha pela reeleição do presidente Lula, batizado de "Vira Voto". Esse contato direto é parte do método que o JuntOz tenta praticar: ouvir antes de propor e cobrar.
O desafio agora é transformar a pressão em resultado. A sindicância precisa apontar responsáveis, e o inquérito do MP depende do acesso aos laudos e aos documentos pedidos pela Promotoria. Para a Gazeta, o JuntOz deu o primeiro passo ao colocar esses temas no centro do debate, e cabe agora à prefeitura responder às cobranças.
Fontes: Correio Paulista — “Ato em apoio à reeleição de Lula reúne parlamentares e movimentos sociais no Calçadão de Osasco”; Correio Paulista — “Parlamentares destacam DDM 24 horas e cobram novas ações de proteção à mulher em Osasco”; CNN Brasil — “40 mil livros são recuperados após descarte indevido em Osasco”.