Alcolumbre critica PL por contestar urnas após derrota de Flávio Bolsonaro

Presidente do Senado diz que a urna "prestou" no primeiro turno e acusa parlamentares de ofensas e ataques durante a campanha

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Foto oficial do senador Carlos Portinho (PL-RJ) (imagem de arquivo).
Foto: Agência Senado from Brasilia, Brazil / CC BY 2.0 via Wikimedia Commons

🚨 PLANTÃO GAZETA — notícia em desenvolvimento, escrita a partir do que 4 veículos publicaram. As fontes estão no fim do texto; esta página pode ser atualizada.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, criticou nesta quarta-feira (4) o PL por questionar as urnas eletrônicas depois da derrota de Flávio Bolsonaro para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em discurso no plenário, ele afirmou que o mesmo sistema elegeu 120 deputados federais e vinte e tantos senadores do partido do candidato derrotado.

A fala ocorreu depois de Alcolumbre retirar da pauta a proposta de redução da maioridade penal. Ele justificou a decisão com um pedido do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para aguardar a conclusão da análise do tema pelos deputados. O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), acusou Alcolumbre de descumprir um entendimento construído para viabilizar a votação. Segundo a CNN Brasil, Alcolumbre respondeu que se referiu apenas a um potencial compromisso de votar a proposta na terça, e não a um acordo firme. Segundo O Globo, Portinho afirmou que não faria novos acordos com o presidente da Casa.

Diante das críticas, Alcolumbre fez um discurso de oito minutos sobre as dificuldades de presidir o Congresso em um cenário de polarização. Ele reclamou de ataques pessoais e mencionou lideranças que foram ao Amapá, seu estado, para criticá-lo. O Globo associa essa referência ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que fez um ato na campanha. O senador também citou as cobranças para que abra processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ou seja, o pedido formal para afastar um ministro do cargo. Segundo a CNN Brasil, ele associou os ataques da campanha ao fato de o Senado não abrir esses processos e à falta de bandeiras relevantes para o país.

No ponto mais duro do discurso, Alcolumbre tratou das urnas. "O pior de tudo isso é que, no primeiro turno, a urna prestou", disse, segundo O Globo. "Mas, quando abriu no segundo turno, não prestou mais a urna", completou. Ele afirmou ainda: "Não achei um para dizer que estava errado desde o primeiro turno. Foi a mesma urna eletrônica." Segundo a CNN Brasil, após o segundo turno, expoentes da oposição questionaram o alto crescimento de Lula na comparação entre os dois turnos, mas dias depois reconheceram gradualmente a derrota eleitoral.

Crítica a propostas ausentes na campanha

Alcolumbre também atacou candidatos que, segundo ele, deixaram de apresentar propostas. Segundo a ICL Notícias, essa crítica não citou nominalmente o PL nem a família Bolsonaro. Pela transcrição publicada pela CNN Brasil, ele disse que os parlamentares não apresentaram aos estados a criação de institutos federais para formar a juventude, nem propostas de desenvolvimento econômico ou de saúde. "Mas ofensas, agressões e ameaças foram todos os dias", afirmou.

Segundo a Agência Senado, o presidente da Casa disse que "muitos atores políticos se promoveram e ganharam eleição ofendendo e agredindo as pessoas". Ele também declarou que a rede social "se tornou um instrumento de ofensas, agressões e mentiras". A ICL Notícias registrou que Alcolumbre citou nominalmente as senadoras e senadores Damares Alves e Izalci ao fazer a crítica sobre a urna.

Ao defender o debate em torno de propostas, o senador pediu que os colegas tragam a discussão "para um senso razoável de país". A Agência Senado registrou que ele admitiu não ser possível agradar a todos, mas defendeu foco nas ideias e no convencimento, com o país como prioridade.

Alcolumbre tenta consolidar apoios entre partidos governistas e do Centrão para permanecer no comando do Senado. Segundo O Globo, a eleição para a presidência da Casa será realizada por voto secreto, o que torna as negociações individuais com cada senador ainda mais decisivas.

📌 CONTEXTO E ANTECEDENTES

A redução da maioridade penal é a mudança que permitiria punir como adulto jovens menores de 18 anos em certos casos. Segundo O Globo, Alcolumbre atendeu ao pedido do presidente da Câmara, Hugo Motta, para aguardar a conclusão da análise do tema pelos deputados. O Congresso é presidido pelo chefe do Senado, e a eleição para o comando da Casa usa voto secreto, em que a identidade de quem vota não é revelada.

Fontes: O GLOBO — “Alcolumbre critica PL por questionar resultado da eleição após lançamento de Marinho e embate sobre maioridade penal”; ICL Notícias — “Alcolumbre critica eleitos pelo PL: ‘Sem propostas, ganharam votos atacando pessoas’”; Senado — “Davi Alcolumbre lamenta radicalismo e pede foco no país”; CNN Brasil — “Alcolumbre diz lamentar eleição de quem se promove "ofendendo e agredindo"”.

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