São Paulo confirma cerca de 60 casos de mpox em 30 dias, diz SES-SP
Estado soma 300 casos da doença em 2026 e nenhum óbito confirmado; Ministério da Saúde autoriza compra de até 20 mil doses de vacina
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A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou cerca de 60 casos de mpox nos últimos 30 dias no estado, segundo a CNN Brasil. O número equivale a quase 20% dos 300 casos registrados em todo o ano de 2026. Não há óbito confirmado pela pasta.
Para a CNN Brasil, o volume mostra aumento da contaminação nos últimos dias. Em um mês, o estado registrou cerca de um quinto do total acumulado no ano inteiro.
No país, o Ministério da Saúde contabiliza 665 casos da doença em 2026. Segundo a pasta, o número é 94% menor que o de 2022, quando o Brasil enfrentou um surto e notificou 10.821 casos.
O Ministério da Saúde autorizou a aquisição de até 20 mil doses da vacina contra a mpox, por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Segundo a Agência Brasil, a compra tem caráter preventivo e estratégico e vai reforçar o estoque do imunizante no Sistema Único de Saúde (SUS).
Sintomas e tratamento
Segundo a SES-SP, os sintomas incluem lesões na pele, febre, fraqueza, dores musculares, nas costas, de cabeça e na garganta, congestão nasal e tosse. Dados do NIES, citados pela CNN Brasil, mostram que 99% dos casos têm como principal sintoma as lesões na pele. A febre aparece em 5% dos casos confirmados.
A mpox é uma doença viral infecciosa causada pelo vírus monkeypox. Ela é transmitida principalmente pelo contato com lesões, fluidos corporais ou mucosas de pessoas infectadas, e pelo compartilhamento de objetos contaminados. A Agência Brasil também informa que a doença é zoonótica e era conhecida antes como varíola dos macacos.
Nenhum medicamento para a cura da mpox foi aprovado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Os órgãos de saúde oferecem tratamento clínico para aliviar os sintomas, prevenir e tratar complicações e evitar sequelas. A Opas afirma que os casos leves e moderados geralmente desaparecem sem intervenção médica.
As lesões devem secar sozinhas ou com a ajuda de um curativo úmido. Os infectados também devem usar enxaguantes bucais e colírios que contenham cortisona, segundo a CNN Brasil. Em caso de suspeita, a SES-SP orienta procurar uma unidade de saúde, e, confirmada a doença, manter isolamento imediato.
Vacinação e vigilância
A estratégia nacional de vacinação prioriza pessoas vivendo com HIV/aids com contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células/mm³, grupo com maior risco de formas graves, segundo o Ministério da Saúde. Essas pessoas devem procurar os centros de referência onde já são acompanhadas para se cadastrar e agendar a vacinação. O esquema tem duas doses, com intervalo de 28 dias.
Havendo doses remanescentes, também podem ser vacinados pessoas vivendo com HIV/aids com CD4 abaixo de 200 células/mm³, usuários da profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e profissionais de laboratório que manipulam amostras do vírus. A vacinação após contato com um caso suspeito ou confirmado depende da avaliação de risco feita pelos serviços de saúde. Segundo o g1, quem teve contato próximo com pessoa com suspeita ou confirmação de mpox deve procurar um serviço de saúde para avaliação do risco de exposição.
Nesses casos, a aplicação é recomendada preferencialmente nos primeiros quatro dias após o contato. Ela ainda pode ser feita em até 14 dias, mas a capacidade de evitar a infecção nesse intervalo é menor. A imunização pode ajudar a reduzir o risco de formas graves.
A vigilância é feita em parceria com as secretarias estaduais e municipais de saúde. Ela inclui notificação de casos suspeitos, investigação epidemiológica, diagnóstico laboratorial, isolamento das pessoas infectadas e orientação aos contatos. Segundo o Ministério, a compra de doses busca manter estoques suficientes caso a circulação do vírus aumente.
Fontes: CNN Brasil — “São Paulo confirma cerca de 60 casos de Mpox nos últimos 30 dias”; G1 — “Mpox: casos aumentam no Rio; doença mata? Passa pelo beijo? Veja respostas às principais dúvidas”; Agência Brasil — “Ministério da Saúde vai comprar até 20 mil doses da vacina contra mpox”.
Também noticiaram: CartaCapital, UOL Notícias.