Ministério da Saúde autoriza compra de 20 mil doses de vacina contra mpox pela Opas

Aquisição é preventiva e busca recompor estoques do SUS, enquanto o Brasil soma 665 casos da doença em 2026

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A ministra da Saúde, Nísia Trindade, acompanhada de autoridades do Ministério da Saúde em visita a instalações de saúde (imagem de arquivo).
Foto: Cristine Rochol/PMPA / Attribution via Wikimedia Commons

🚨 PLANTÃO GAZETA — notícia em desenvolvimento, escrita a partir do que 3 veículos publicaram. As fontes estão no fim do texto; esta página pode ser atualizada.

O Ministério da Saúde autorizou a aquisição de 20 mil doses da vacina contra mpox por meio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), segundo o governo federal. A compra tem caráter preventivo e serve para recompor os estoques do Sistema Único de Saúde (SUS).

O Brasil confirmou 665 casos da doença em 2026, número 94% menor que o de 2022, segundo dados divulgados pelo ministério. Naquele ano, o país enfrentou um surto e notificou 10.821 casos. Mesmo com a queda, a pasta afirma que a circulação do vírus exige vigilância e vacinas disponíveis nos estados.

A vacinação é prioritária para pessoas vivendo com HIV/aids com contagem de linfócitos CD4 abaixo de 100 células/mm³. Os linfócitos CD4 são células de defesa do organismo, e esse grupo tem maior risco de desenvolver formas graves da doença. O esquema prevê duas doses, com intervalo de 28 dias. Segundo o governo federal, essas pessoas devem procurar os Centros de Referência onde já são acompanhadas, para cadastro e agendamento.

As doses remanescentes podem ser aplicadas em pessoas vivendo com HIV/aids com CD4 abaixo de 200 células/mm³, em usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP), medicamento que previne a infecção, e em profissionais de laboratório que manipulam amostras de mpox.

Rio de Janeiro vê alta de casos

No Rio de Janeiro, a Secretaria estadual de Saúde registrou 269 casos de mpox em 2026, sem óbitos, segundo dados divulgados pela pasta e publicados pelo O Globo. O número refere-se aos registros até anteontem, conforme o jornal. Em todo o ano de 2025, foram 119 casos no estado.

Na capital, o salto é mais expressivo. Segundo dados do Observatório Epidemiológico do município, divulgados pela CNN Brasil, a cidade confirmou 74 casos somente em setembro e outubro, cerca de sete vezes mais que no mesmo período de 2025, quando foram dez. Setembro concentrou 45 infecções e outubro, outras 29.

O infectologista Rafael Galliez, do Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião e professor da UFRJ, afirma que os casos confirmados até agora não configuram surto. "A questão não é para alarme", disse ele ao O Globo. Para o médico, quem notar lesões no corpo deve procurar uma unidade de saúde.

Segundo Galliez, a doença começa como mancha, evolui para bolha e forma uma crosta. "É observar e buscar o acompanhamento de um profissional de saúde, que colhe material das lesões, para verificar se se trata de mpox ou de outra doença, como a varicela", explicou.

Até 2 de novembro, a Secretaria estadual de Saúde contabilizou 953 doses aplicadas no estado neste ano. Ontem, o Ministério da Saúde informou que enviou duas mil doses ao Rio, o que eleva para 3,5 mil o total destinado ao estado em 2026. A distribuição aos municípios é coordenada pela secretaria estadual, e a aplicação fica a cargo das secretarias municipais.

A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões de pele, fluidos corporais, secreções respiratórias e objetos contaminados, segundo a Secretaria municipal de Saúde do Rio. Os sintomas incluem febre, mal-estar, dores no corpo, aumento dos gânglios linfáticos e lesões na pele. Quem teve contato próximo com caso suspeito também deve procurar um serviço de saúde para avaliar o risco.

A vacina pode ser aplicada após a exposição, de preferência nos primeiros quatro dias, e até 14 dias depois do contato. Nos dias até o limite de 14, a efetividade para evitar a infecção é menor, mas a imunização ainda pode reduzir o risco de evolução para formas graves, segundo o governo federal.

Segundo Galliez, desde o fim do ano passado circulam as linhagens 1B e 2B do vírus, chamadas de clados.

O Ministério da Saúde afirmou que novas remessas poderão ser enviadas conforme a necessidade identificada pelo estado. A Secretaria municipal de Saúde do Rio diz manter monitoramento contínuo da situação e recomenda prevenção.

📌 CONTEXTO E ANTECEDENTES

O surto de 2022 registrou 10.821 casos no país, segundo o Ministério da Saúde. Em 2025, o Rio teve 119 casos no ano inteiro; em 2026, já são 269 até os dados mais recentes da secretaria estadual. Segundo a CNN Brasil, o clado 1 é considerado mais transmissível e grave que o clado 2, responsável pelo surto de 2022, e a subvariante 1B, identificada em setembro de 2023 na República Democrática do Congo, é ainda mais transmissível e mais agressiva. Não há medicamento para mpox aprovado pela OMS; o tratamento é de suporte clínico.

Fontes: GOV.BR — “Ministério da Saúde autoriza aquisição de 20 mil doses da vacina contra mpox por meio da Opas”; O GLOBO — “Aumento de casos de mpox no Rio leva colégio a emitir aviso de alerta”; CNN Brasil — “Casos de Mpox no Brasil chegam a 665 em 2026, diz Ministério da Saúde”.

Também noticiaram: Midiamax, UOL Notícias.