Polícia prende três integrantes da equipe do DJ Arana em Congonhas após fraude em documentos
Voo da Gol com destino a Brasília retornou ao pátio antes da decolagem; funcionários identificaram boletins de ocorrência falsos
Informações de última hora confirmadas simultaneamente por veículos de imprensa (Band, G1, R7). Novos desdobramentos a qualquer momento.
São Paulo — Três integrantes da equipe de produção do DJ Arana foram presos em flagrante no Aeroporto de Congonhas após a apresentação de documentos falsos para embarque, informaram a Secretaria da Segurança Pública e a Polícia Civil. O caso ocorreu enquanto a aeronave da Gol iniciava o procedimento para decolar rumo a Brasília.
A fraude envolvia o uso de boletins de ocorrência falsificados de perda e extravio de documentos. O objetivo era tentar embarcar com passagens aéreas emitidas em nome de outras pessoas. Funcionários da companhia aérea detectaram as irregularidades no sistema durante o atendimento e acionaram os órgãos de segurança.
O avião já realizava o procedimento de táxi na pista para iniciar a decolagem. O piloto comunicou à torre de controle que precisava abortar o trajeto e retornar ao pátio após solicitação da Polícia Federal. Policiais civis da 2ª Delegacia Especializada em Atendimento ao Turista (DEATUR) efetuaram a abordagem logo depois do desembarque forçado.
Entre os presos estão Matheus Dias Costa e Ary Junior Nascimento Accioly, autuados pelo uso direto da documentação fraudada. O produtor musical Gustavo da Costa Garcia também foi detido, apontado pelos investigadores como o responsável por providenciar as falsificações para o grupo.
Encaminhamento para custódia
Ao todo, seis pessoas foram conduzidas para prestar depoimento aos policiais da delegacia especializada do aeroporto. Outros três passageiros acabaram liberados pela autoridade policial devido à ausência de elementos que comprovassem envolvimento direto nas fraudes.
Os três detidos foram levados para a realização de exame de corpo de delito. Eles devem passar por audiência de custódia no sábado (31), procedimento judicial em que um juiz avalia a legalidade da prisão em flagrante e define se eles responderão ao processo presos ou em liberdade provisória.
A concessionária Aena, administradora do aeroporto, informou em nota que a ocorrência ficou sob responsabilidade policial e não gerou impactos na operação geral dos demais voos do terminal. A Gol declarou que não comentará o episódio e permanece à disposição das investigações, enquanto a Polícia Civil mantém as apurações para identificar outros possíveis participantes do esquema.
O transporte aéreo no Brasil opera sob protocolos rígidos de identificação civil estabelecidos pelas autoridades aeronáuticas para prevenir fraudes e garantir o controle de embarque nos terminais comerciais. Boletins de ocorrência de perda de documento costumam ser aceitos em balcões de companhias aéreas mediante checagem de veracidade, modelo que tem sido alvo de cruzamento de dados imediato entre os sistemas de empresas e a base de registros das polícias estaduais.