Marinho defende voto aberto de senadores da direita na disputa pelo comando do Senado

Líder da oposição quer que parlamentares revelem o voto na eleição de 1º de fevereiro de 2027, quando Davi Alcolumbre tenta a reeleição

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Senador Rogério Marinho (PL-RN) em retrato oficial (imagem de arquivo).
Foto: Agência Senado from Brasilia, Brazil / CC BY 2.0 via Wikimedia Commons

🚨 PLANTÃO GAZETA — notícia em desenvolvimento, escrita a partir do que três veículos publicaram. As fontes estão no fim do texto; esta página pode ser atualizada.

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), vai defender que senadores de direita divulguem publicamente seus votos na eleição para a presidência da Casa, marcada para 1º de fevereiro de 2027. A informação é do Diário do Centro do Mundo, que cita a Folha de S. Paulo. A proposta busca dificultar apoios secretos à reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

"Vou defender. É difícil justificar em público o voto no Alcolumbre, né?", disse Marinho. A eleição formal ocorre por voto secreto, e o atual presidente do Senado conta com o sigilo para atrair parlamentares de partidos alinhados à direita.

Dentro do PL, há duas posições. Parte do partido defende negociar com Alcolumbre para preservar espaços na Mesa Diretora e nas comissões. Outro grupo quer enfrentar o presidente do Senado, com o argumento de que a direita terá votos suficientes para vencê-lo.

Os números ajudam a entender a disputa. Para ser eleito, um candidato precisa de pelo menos 41 dos 81 votos. A oposição calcula reunir 29 senadores do PL e três do Novo, e Republicanos, PP, Podemos e PSDB somam mais 15 parlamentares, em sua maioria eleitos com apoio bolsonarista. Alcolumbre e Marinho afirmam ter 48 apoios cada, uma soma que indica haver senadores disputados pelos dois lados.

A proposta de expor votos repete uma estratégia do próprio Alcolumbre em 2019, quando ele buscou derrotar Renan Calheiros (MDB-AL) com apoio de Jair Bolsonaro. O STF derrubou a tentativa de instituir voto aberto, mas parlamentares declararam voluntariamente suas escolhas e exibiram as cédulas antes de depositá-las na urna.

Resistência dentro do PP

Segundo a CNN Brasil, o senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) e a senadora Tereza Cristina (PP-MS) sinalizaram resistência ao apoio à reeleição de Alcolumbre. O apoio foi anunciado oficialmente pelos presidentes nacionais dos partidos que formam a federação União Progressista, que terá 11 representantes no Senado a partir de fevereiro de 2027.

Derrite afirmou que não votará em Alcolumbre e defendeu a união da direita em torno de um candidato. Ele participará de uma reunião nesta semana para discutir estratégias para eleger Rogério Marinho. Tereza questionou a antecipação de uma posição coletiva e ressaltou a autonomia dos parlamentares, já que a votação é secreta.

A senadora mantém o próprio nome na disputa. Ela se reuniu com Marinho na semana passada para tentar uma candidatura única de oposição, mas não houve acordo. Segundo a CNN, Tereza quer se apresentar como alternativa tanto a Alcolumbre quanto ao senador do PL, por ter mais trânsito entre partidos, inclusive governistas e do Centrão.

O presidente do PP, senador Ciro Nogueira, afirma a interlocutores que respeita decisões pessoais. Aliados dele dizem que observa essas declarações como precipitadas e que deve conversar individualmente com os senadores mais perto da votação. Há quem veja as manifestações como um desafio ao comando de Ciro, mas a avaliação é de que ninguém tira o comando dele, ainda que deixe o mandato em fevereiro de 2027.

Aliados de outras siglas avaliam que a definição de espaços em comissões e de relatorias de segurança pública, área de atuação de Derrite, pode entrar na negociação. Relatoria é o posto de quem conduz a análise de um projeto dentro do Senado. A ideia seria aproximar o senador eleito da candidatura de Alcolumbre.

Pelo resumo da VEJA, um texto gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril, e não por apuração jornalística, aliados de Marinho defendem que senadores do PL e demais ligados ao bolsonarismo votem de forma aberta no dia da escolha. Quem preferir o voto secreto poderá ser apontado como possível traidor. A mesma reportagem diz que aliados de Bolsonaro miram o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, mas afastar um integrante do STF exige 54 votos, número que a direita bolsonarista não tem.

A eleição está marcada para 1º de fevereiro de 2027. Até lá, a oposição ainda não tem acordo sobre uma candidatura única.

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📌 CONTEXTO E ANTECEDENTES

Em 2019, Alcolumbre buscou derrotar Renan Calheiros (MDB-AL) com apoio de Jair Bolsonaro. Naquele ano, o STF derrubou a tentativa de instituir o voto aberto na eleição do Senado. Em 2025, o PL apoiou o senador do União Brasil em troca de postos na estrutura da Casa, incluindo a vice-presidência. Bolsonaristas criticam Alcolumbre por resistir à abertura de processos de impeachment contra ministros do STF e por ter reduzido as articulações por anistia aos condenados pelos ataques de 8 de Janeiro.

Fontes: Diário do Centro do Mundo — “Rogério Marinho quer expor votos da direita para barrar reeleição de Alcolumbre”; CNN Brasil — “Ala do PP contesta apoio à reeleição de Alcolumbre; cúpula reage”; VEJA — “A projeção otimista dos aliados de Marinho para conquistar a presidência do Senado”.