Analista prevê oposição democrata a aproximação de Trump com a Rússia
Segundo Dimitri Simes, um Congresso com maioria democrata atacaria qualquer diálogo do presidente com Moscou sobre a Ucrânia. A fala foi dada à agência estatal russa TASS.
O Partido Democrata dos Estados Unidos deve se opor com firmeza a qualquer tentativa do presidente Donald Trump de melhorar as relações com a Rússia e encerrar o conflito na Ucrânia. A avaliação é do analista político americano Dimitri Simes, que respondeu a uma pergunta da agência estatal russa TASS.
As eleições de meio de mandato, realizadas em 3 de novembro, renovam parte do Congresso americano, formado pelo Senado e pela Câmara dos Representantes. Os eleitores escolheram 35 dos 100 senadores e todos os 435 deputados, além de governadores em 36 estados. Estimativas de veículos da imprensa dos EUA indicam que os democratas devem conquistar a maioria nas duas casas. Hoje, os republicanos controlam as duas.
Na avaliação de Simes, Trump já enfrenta pressão de europeus e de integrantes do próprio governo. Com um Congresso democrata, ele teria de lidar com uma oposição que não se limitaria a debater e criticar, mas lançaria um ataque em grande escala, segundo o analista.
O mesmo cenário dificultaria uma ação militar contra o Irã, afirmou Simes, porque o Congresso é contrário à guerra com Teerã. Na prática, o Legislativo americano tem poder para barrar decisões do Executivo, incluindo o envolvimento do país em conflitos armados.
No caso da Ucrânia, de acordo com o analista, o quadro seria oposto. Ele afirmou que se deve esperar um ataque maciço e muito duro a qualquer esforço de Trump para estabelecer diálogo com a Rússia.
Fontes: TASS — “Democratic Party to stand in way of Trump’s peaceful ideas on Ukraine — political analyst”.