Trump diz que talvez tenha que destruir "o resto do país" após atribuir à guerra no Irã a derrota de seu partido
Presidente fez a declaração a jornalistas no Salão Oval, na Casa Branca, depois de ser questionado sobre propostas de mediadores ao programa nuclear iraniano
🚨 PLANTÃO GAZETA — notícia em desenvolvimento, escrita a partir do que 3 veículos publicaram. As fontes estão no fim do texto; esta página pode ser atualizada.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou a jornalistas no Salão Oval, na Casa Branca, que "preferiria não destruir o resto do país, se possível, mas talvez eu tenha que fazê-lo". Segundo o G1, ele acrescentou: "Vocês saberão em breve". A frase foi dada depois de Trump ser questionado sobre propostas feitas ao Irã por mediadores a respeito do futuro do programa nuclear iraniano.
Pouco antes, Trump havia atribuído à guerra contra o Irã a derrota de seu partido nas eleições de meio de mandato, realizadas para renovar cadeiras do Congresso. Os republicanos perderam a maioria na Câmara e no Senado, em um movimento que a imprensa americana chamou de "onda azul", referência à cor do Partido Democrata.
Ao ser perguntado se o ataque valeu a pena, Trump respondeu: "Bem, não há escolha... Tem que ser feito. Não se pode deixar o Irã ter uma arma nuclear, ou tudo o que vocês veem aqui pode, um dia, deixar de existir."
A guerra começou em 28 de fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e de Israel. O conflito provocou uma disparada nos preços dos combustíveis, das passagens aéreas e da inflação geral, o que pesa diretamente no bolso de quem abastece o carro ou viaja de avião.
Estimativas apontam que a guerra custou até US$ 100 bilhões (cerca de R$ 508 bilhões) aos cofres americanos, segundo fontes do Pentágono citadas pelo G1.
Uma pesquisa da Reuters/Ipsos, feita na véspera das eleições, mostrou que cerca de 48% dos eleitores apontaram o custo de vida como a principal questão na hora de votar. Só 25% consideram que a ação militar valeu o custo. Outros 55% dizem que não valeu, e 18% não tinham certeza.
Trump sustentou que a guerra era necessária para impedir que o Irã desenvolvesse armas nucleares. Depois dos ataques, chegou a afirmar que o conflito acabaria rapidamente. Após meses de declarações contraditórias e de um acordo de cessar-fogo fracassado, a guerra continua, mas em menor intensidade, segundo o G1.
Em outra fala reproduzida pelo R7, o presidente disse: "Não é possível chamar de guerra quando faz meses que não atiramos contra eles". Ele completou: "Mas pode virar uma guerra se não houver um acordo em breve". Essa declaração, porém, vem de um resumo produzido pela Ri7a, a inteligência artificial do R7, e não de transcrição ou gravação. As duas versões não batem: o presidente nega que haja guerra no momento, enquanto o G1 descreve o conflito como em andamento.
A frase sobre "o resto do país" também gera dúvidas sobre o alvo. A transcrição do G1 não diz qual país seria atingido, e outras versões da fala a apresentam como referência ao Irã. Trump não deu detalhes sobre os próximos passos nem anunciou medidas concretas.
Do lado iraniano, a Reuters informou que um alto funcionário de Teerã afirmou que os dois países estão longe de um acordo. Já o R7 relata que Trump afirmou que Teerã quer fechar um acordo. O Terra avalia que o Partido Republicano pode ter dificuldade para levar adiante parte de sua agenda, incluindo a guerra. Os efeitos mais fortes dessa perda de maioria só devem aparecer a partir de 2027, quando as cadeiras serão oficialmente trocadas.
A guerra contra o Irã começou em 28 de fevereiro, com ataques de EUA e Israel. Um acordo de cessar-fogo fracassou, e o conflito segue em menor intensidade. As eleições de meio de mandato renovam parte do Congresso no meio do período de governo do presidente, e os republicanos perderam o controle das duas Casas nesta disputa.
Fontes: G1 — “Após culpar guerra no Irã por 'onda azul', Trump diz que talvez tenha que destruir 'o resto do país'”; Terra — “Trump, presidente dos EUA, dá declaração sobre destruir o Irã: ‘Talvez tenha que fazer’”; R7 — “Trump diz que conflito com o Irã não é guerra e afirma que Teerã quer fechar um acordo”.
Também noticiaram: Poder360, UOL Notícias.