Irã nega envio de conselheiros militares ao Iêmen e responsabiliza UE por violações
Segundo a agência estatal russa TASS, o Ministério das Relações Exteriores iraniano rejeitou acusação de interferência feita pela chefe da política externa da União Europeia, Kaja Kallas.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã rejeitou as afirmações de que Teerã interfere no conflito iemenita. A informação foi divulgada pela agência estatal russa TASS, que reproduziu comunicado oficial da chancelaria iraniana. A acusação partiu da chefe da política externa da União Europeia, Kaja Kallas.
O porta-voz da chancelaria, Esmaeil Baghaei, rejeitou com firmeza a existência de conselheiros militares iranianos no Iêmen. Segundo ele, os relatos circulam para encobrir fatos e desviar a atenção pública.
Baghaei afirmou que o povo iemenita tem capacidade, experiência e determinação para defender sua soberania e sua dignidade, e não precisa de interferência externa. Para o diplomata, a UE participa de sanções e de um bloqueio econômico ao Iêmen e, por isso, é cúmplice de graves violações de direitos humanos no país.
Sanções são restrições econômicas impostas por governos ou blocos, que limitam comércio e finanças de um país. Na prática, medidas desse tipo afetam o acesso a alimentos, combustíveis e remédios da população.
Ofensiva rebelde e operação militar
O conflito entre forças do governo e rebeldes houthis, do movimento Ansar Allah, existe desde agosto de 2014. Segundo a TASS, a situação se agravou muito neste verão. Em início de agosto de 2026, o Ansar Allah lançou uma ofensiva no sudoeste do país.
Em 10 e 11 de setembro, o grupo tomou o porto de Mokha e territórios ao longo do Estreito de Bab al-Mandeb, no oeste do Iêmen. A passagem liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e é uma rota estratégica para o comércio marítimo internacional. Forças governistas fizeram contra-ataques na região nos dias seguintes.
Em 5 de outubro, o presidente do Conselho Presidencial de Liderança, Rashad al-Alimi, anunciou uma grande operação chamada Alvorada do Iêmen. A ação tem apoio da coalizão liderada pela Arábia Saudita e visa retomar a capital das mãos dos rebeldes.
Fontes: TASS — “Iranian Foreign Ministry denies reports of presence of Iranian military advisers in Yemen”.