Defesa de Bolsonaro pede ao STF visitas de Marinho e Tereza Cristina sobre disputa no Senado
Pedido ocorre enquanto o senador Flávio está nos Estados Unidos; a decisão cabe ao ministro Alexandre de Moraes
🚨 PLANTÃO GAZETA — notícia em desenvolvimento, escrita a partir do que 3 veículos publicaram. As fontes estão no fim do texto; esta página pode ser atualizada.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para que ele receba os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS), que disputam o comando do Senado. Segundo a Veja, a petição prevê encontros para debater a eleição interna da Casa e depende do aval do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo. A própria Veja ressalta que o texto que usa é um resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, ou seja, deve permanecer na residência onde vive. Segundo O Globo, na semana passada Bolsonaro recebeu o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que ficou cerca de duas horas com o ex-presidente. Na saída, Valdemar disse apenas que os dois conversaram sobre a eleição de outubro, sem detalhar o conteúdo.
De acordo com O Globo, a expectativa é que os novos encontros também tratem da presidência do Senado. Bolsonaro pediu que as visitas ocorram preferencialmente às terças, quartas ou quintas-feiras. A petição, citada pela Veja, diz: “Requer-se que as visitas sejam realizadas em datas a serem designadas por essa Relatoria, preferencialmente às terças, quartas ou quintas-feiras”. Na prática, a defesa não indicou uma data fixa e deixa para o gabinete do relator a definição do calendário.
O pedido foi apresentado um dia depois de o PL oficializar a candidatura de Marinho, líder da oposição e ex-coordenador da campanha presidencial de Flávio. Tereza Cristina, segundo O Globo, mantém a intenção de concorrer e busca apoio entre partidos do Centrão. Segundo O Globo, um senador afirma que os dois têm entendimento para evitar um confronto direto, mas ambos querem testar a viabilidade de suas candidaturas antes de definir um nome único.
Em resposta à pergunta do G1 sobre o objetivo da visita, Tereza Cristina afirmou: “Olha, eu sou amiga do presidente Bolsonaro, fui ministra dele. Eu já tinha pedido algumas vezes para visitá-lo e, agora, ele pedindo e acatando aquele meu pedido anterior, eu acho ótimo”. Ela disse que quer “explicar para ele o que está acontecendo” e apresentar sua visão sobre a missão da oposição na eleição do Senado, a sua e a de Marinho.
Bolsonaro também escalou o filho Carlos para acompanhar as negociações em Brasília, segundo O Globo. A função dele é servir de ponte entre o ex-presidente e os parlamentares, levando informações e transmitindo as posições do pai. Carlos poderá aproveitar as visitas que faz ao pai às quartas-feiras e aos sábados para atualizá-lo.
Enquanto isso, Flávio anunciou que lideraria a oposição a partir dos Estados Unidos. Na carta divulgada após a chegada ao país, ele indicou Marinho para a presidência do Senado e afirmou: “Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”. Segundo O Globo, parlamentares relatam dificuldade para falar com ele e demonstram insatisfação com sua ausência.
O jornal também informa que aliados não foram avisados previamente da viagem. Parte deles apoiou a decisão de Flávio de permanecer no exterior, mas integrantes do PL questionam como ele pretende liderar à distância. Até agora, Flávio não detalhou publicamente um plano de atuação, embora tenha prometido apresentar uma estratégia de mobilização. Segundo O Globo, na semana passada Flávio chegou a divulgar carta em que se apresentava como presidente eleito, mas recuou da expressão após críticas de aliados e alertas sobre possíveis consequências jurídicas.
A disputa acontece em um momento em que o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), articula sua permanência no cargo e tenta manter o apoio de partidos do centro. O PL quer transformar a ampliação de sua bancada em maior influência sobre o comando do Congresso. As datas dos encontros com Bolsonaro ainda dependem da definição do relator no STF.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, e qualquer visita de parlamentares depende de autorização do STF, cuja análise cabe ao ministro Alexandre de Moraes. A disputa pelo Senado surge depois da derrota de Flávio na campanha presidencial, quando o PL oficializou a candidatura de Rogério Marinho. A eleição para a presidência da Casa deve definir quem comanda o Senado a partir da disputa com Davi Alcolumbre, atual presidente.
Fontes: O GLOBO — “Com Flávio nos EUA, Bolsonaro entra em cena para articular estratégias da oposição no Senado”; VEJA — “Como Jair Bolsonaro tenta se envolver na disputa do Senado de dentro da prisão domiciliar”; G1 — “Tereza Cristina diz que pretende discutir disputa pela presidência do Senado com Jair Bolsonaro: 'explicar o que está acontecendo'”.
Também noticiaram: CNN Brasil, Jovem Pan.