Willer Tomaz perde contato com Flávio Bolsonaro e mantém paradeiro sob sigilo em meio a inquérito no STF
Advogado investigado por lavagem de dinheiro com bets e fraudes no INSS silencia sobre localização de Flávio Bolsonaro enquanto PF aponta risco de fuga.
Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (CNN Brasil, Folha de S.Paulo, Metrópoles, Migalhas, O GLOBO). Novos desdobramentos a qualquer momento.
O advogado Willer Tomaz declarou não manter contato com Flávio Bolsonaro desde o último domingo. A informação surge em um momento crítico, onde o paradeiro do filho do ex-presidente permanece omitido. Flávio é alvo de um inquérito enviado pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo casas de apostas, as chamadas bets.
A relatoria do caso está sob o comando do ministro Alexandre de Moraes. A investigação apura uma possível conexão financeira entre o parlamentar e o advogado, que já era monitorado pela Operação Sem Desconto. Esta operação específica investiga fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O cerco judicial se fechou após a identificação de movimentações financeiras suspeitas que ligam ambos os investigados.
O bloqueio bilionário e o risco de evasão
O ministro Alexandre de Moraes determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões das contas de Willer Tomaz. A medida visa garantir o ressarcimento aos cofres públicos e impedir a dissipação de patrimônio. A Polícia Federal destacou em relatórios recentes a existência de uma "evasão bem sucedida" por parte do advogado. O termo, no jargão policial, significa que o investigado conseguiu retirar recursos ou se esconder antes de ser alcançado pela fiscalização.
Os investigadores também apontam a presença de dinheiro ligado a Vorcaro e a existência de uma estrutura financeira já estabelecida no exterior. Para a PF, esses elementos indicam um risco real de fuga de Flávio Bolsonaro. A estrutura internacional facilitaria a manutenção de uma vida fora do país caso o cerco jurídico se torne insustentável. O montante bloqueado é um dos maiores já determinados em investigações de crimes financeiros recentes no Brasil.
Histórico da relação e cronologia das investigações
A amizade entre Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro remonta a 2019. Desde então, a proximidade entre os dois tornou-se objeto de escrutínio por parte das autoridades. A investigação avançou significativamente ao longo do mês de outubro, conforme documentos obtidos pela apuração conjunta. O inquérito busca entender como a rede de apostas online teria sido utilizada para lavar dinheiro de origem ilícita.
A lavagem de dinheiro, na prática, é o processo de esconder a origem ilegal de recursos para que pareçam legítimos. O uso de bets, que movimentam bilhões sem a devida fiscalização rigorosa, tornou-se o novo foco das autoridades de controle. O impacto nas contas públicas é direto, pois o dinheiro desviado do INSS e de outras fontes deixa de financiar serviços essenciais para a população. A conta deste esquema, em última análise, é paga pelo contribuinte brasileiro que sustenta a previdência social.
Flávio Bolsonaro é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado e preso por tramar um golpe de Estado contra a democracia brasileira. A atual investigação sobre lavagem de dinheiro com bets conecta o clã a novos esquemas de corrupção, elevando a tensão política no STF. O caso é um desdobramento de uma série de apurações que miram o patrimônio e as relações de poder construídas durante o governo anterior.