Voo da fuga de Flávio Bolsonaro foi pago por intermediário nos EUA com US$ 150 mil

Dono da empresa aérea confirma pagamento via broker internacional. Senador é investigado por lavagem de dinheiro e descumpriu ordem de entrega de passaportes.

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Voo da fuga de Flávio Bolsonaro foi pago por intermediário nos EUA com US$ 150 mil
🚨 PLANTÃO GAZETA: MATÉRIA EM ATUALIZAÇÃO

Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (CNN Brasil, CartaCapital, Folha de S.Paulo, G1, Poder360). Novos desdobramentos a qualquer momento.

O transporte aéreo que levou o senador Flávio Bolsonaro para fora do Brasil foi custeado por um intermediário radicado nos Estados Unidos. O empresário Luis Grande, dono da companhia aérea responsável pela operação, confirmou o recebimento de US$ 150 mil, valor equivalente a cerca de R$ 800 mil na cotação atual.

O pagamento foi realizado via transferência bancária entre uma conta nos Estados Unidos e uma instituição financeira na Argentina. O empresário, que prestou depoimento à agência AFP, afirmou que o contrato foi fechado por um broker (intermediário de voos) com quem mantém relação comercial há uma década.

O intermediário possui dupla nacionalidade, argentina e norte-americana, e reside na Flórida. Segundo o relato de Grande, o contratante final do serviço permanece desconhecido para a empresa aérea. O próprio intermediário teria alegado não ter conhecimento sobre quem estava por trás da operação antes de fechar o negócio.

A logística da saída do país

Flávio Bolsonaro deixou o território brasileiro na noite de 27 de outubro, acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, e de duas filhas adolescentes. A fuga ocorreu logo após o senador ser intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A decisão judicial proibiu o parlamentar de deixar o Brasil. O grupo cruzou a fronteira com a Argentina por via terrestre e, de lá, embarcou no jato particular com destino aos Estados Unidos. A rota incluiu uma escala técnica no Equador antes do pouso final em Miami, na manhã de 28 de outubro.

Relatos do jornal The New York Times indicam que a logística da viagem foi providenciada por Jason Miller, assessor de comunicação da Casa Branca. O governo norte-americano, sob a gestão de Donald Trump, teria autorizado a entrada temporária da família. A Casa Branca não emitiu posicionamento oficial sobre o auxílio logístico.

Senador Flávio Bolsonaro em evento público antes da viagem aos Estados Unidos.
Senador Flávio Bolsonaro em evento público antes da viagem aos Estados Unidos. (Foto: Arquivo/Gazeta)

Geopolítica e investigações em curso

A fuga de Flávio Bolsonaro acontece no bojo de investigações sobre suposta lavagem de dinheiro envolvendo empresas de apostas e evasão de divisas. O caso também apura a participação do advogado Willer Tomaz. A Justiça argentina, já determinou que o governo de Javier Milei preserve as imagens e registros da passagem do senador pelo país.

Para analistas, a recepção de Flávio nos Estados Unidos reflete uma estratégia de Washington para manter influência sobre o Brasil. O governo Trump busca afastar Brasília de parcerias com a China, especialmente em setores estratégicos como minerais raros, combustíveis fósseis e commodities agrícolas. A cooperação no combate ao narcotráfico é outro ponto central dessa agenda.

Enquanto o clã Bolsonaro busca apoio político em solo americano, o governo brasileiro observa os desdobramentos diplomáticos. A concessão de visto provisório e o tratamento especial dispensado ao senador sinalizam que, para a Casa Branca, a relação com o Brasil transcende a política interna, focando em interesses de segurança nacional e controle de recursos naturais.

📌 CONTEXTO E ANTECEDENTES

O senador Flávio Bolsonaro tornou-se alvo de inquéritos no STF após suspeitas de movimentações financeiras atípicas e uso de esquemas de apostas para ocultar patrimônio. A ordem de entrega de passaportes foi uma medida cautelar, ou seja, uma precaução tomada pela Justiça para garantir que o investigado não fugisse do país antes da conclusão do processo.