TSE contabiliza 34,3 mil votos após as 17h no 2º turno; Flávio Bolsonaro contesta resultado
Dados oficiais confirmam votação residual após o horário limite. Diferença de votos entre Lula e Flávio Bolsonaro supera em 125 vezes o total registrado no período.
Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (Agência Brasil, BBC, CNN Brasil, O GLOBO, UOL Notícias). Novos desdobramentos a qualquer momento.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou 34.393 votos após o encerramento oficial do segundo turno das eleições, às 17h. Os dados extraídos dos registros internos das urnas, conhecidos como logs, mostram que a maioria desses votos ocorreu entre 17h e 18h. O sistema computou 32.399 votos nesse primeiro intervalo. Entre 18h e 19h, o número caiu para 1.981 votos. Apenas 13 votos foram registrados após as 19h.
A prorrogação do horário ocorreu por decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida atendeu a pedidos das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. O objetivo foi garantir o direito ao voto para eleitores afetados por problemas na mobilidade urbana e fortes chuvas. A decisão permitiu que seções com filas abertas continuassem operando até que o último eleitor votasse.
Distribuição regional e o impacto na contagem
São Paulo liderou o registro de votos tardios, com 2.496 eleitores. O Rio de Janeiro somou 2.349 votos, seguido pela Bahia com 1.656 e Pernambuco com 577. No total, 24.268 urnas permaneceram abertas após as 17h10. O TSE esclarece que esse tempo extra é necessário para a emissão do boletim de urna, que leva cerca de dez minutos após o último voto.
A vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro na contagem final superou 4 milhões de votos. Os 34,3 mil votos registrados após as 17h representam apenas 0,8% dessa diferença. Na prática, a votação estendida não alterou o resultado matemático do pleito. O levantamento mostra que Lula venceu em 57% das urnas que fecharam exatamente às 19h, consolidando sua vitória com 64,2 milhões de votos totais.
Contestação política e a reação das campanhas
Flávio Bolsonaro declarou que não reconhece o resultado das urnas. O candidato do PL argumenta que a prorrogação do horário de votação interferiu no processo democrático. A campanha bolsonarista solicitou o tempo extra inicialmente devido às chuvas no Sul e Sudeste. Agora, utiliza a mesma decisão judicial para questionar a lisura do processo eleitoral. O TSE reforça que a decisão foi técnica e visou apenas a garantia do exercício do voto.
A campanha de Lula justificou o pedido de adiamento citando a redução da frota de transporte público em capitais como Salvador e São Paulo. A medida buscou evitar que eleitores de baixa renda fossem impedidos de chegar às seções. O ministro Zanin determinou a extensão apenas para urnas que ainda estavam com eleitores presentes no momento da decisão. Às 19h, o sistema foi encerrado em todo o território nacional para o início da apuração.
A judicialização do horário de votação reflete a tensão política do segundo turno. O STF interveio para garantir o acesso às urnas diante de denúncias de boicote ao transporte público e eventos climáticos extremos. A contestação de resultados por candidatos derrotados tornou-se um padrão recorrente em disputas recentes, exigindo do TSE a apresentação constante de logs de urna para comprovar a integridade do sistema eletrônico.