Trump anuncia proibição oficial do termo 'inteligência artificial' em documentos federais

Presidente dos EUA classifica a expressão como imprecisa e determina que o governo adote o nome 'superinteligência' para sistemas de tecnologia avançada.

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Trump anuncia proibição oficial do termo 'inteligência artificial' em documentos federais
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Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (G1, TradingView, UOL, VEJA, Vietnam.vn). Novos desdobramentos a qualquer momento.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo (27) que o governo federal proibirá oficialmente o uso do termo "inteligência artificial" em documentos oficiais. A decisão foi anunciada por meio de uma postagem na rede social Truth Social. O mandatário argumenta que a expressão é imprecisa e não reflete a real capacidade das novas ferramentas tecnológicas.

Trump defende a substituição imediata pela nomenclatura "superinteligência" (SI). Segundo o presidente, o novo termo descreve com maior exatidão sistemas que superam a capacidade humana de processamento e execução. O anúncio ocorreu como uma crítica direta ao jornal The Wall Street Journal, questionado pelo presidente sobre a manutenção do termo tradicional em suas publicações.

A mudança na nomenclatura oficial

A determinação de Trump abrange todos os documentos relevantes do governo. O presidente não detalhou o cronograma para a implementação da medida ou quais sanções serão aplicadas aos órgãos que descumprirem a nova diretriz. A mudança visa alinhar a comunicação estatal com a visão do governo sobre o avanço tecnológico.

Relatos apurados indicam que as forças armadas dos EUA já iniciaram o processo de transição para o termo "superinteligência". A medida busca acelerar a implantação de operações de combate autônomas, conferindo uma conotação de maior poder e superioridade estratégica às máquinas. A indústria de tecnologia, no entanto, ainda utiliza o termo "IA", cunhado há 70 anos para descrever sistemas capazes de interpretar textos, reconhecer imagens e gerar conteúdo.

O presidente Donald Trump tem utilizado suas redes sociais para ditar novas diretrizes administrativas.
O presidente Donald Trump tem utilizado suas redes sociais para ditar novas diretrizes administrativas. (Foto: Reuters/Arquivo)

Impactos na indústria e na comunicação

A decisão de Trump coloca o governo em rota de colisão com a comunidade científica e o setor privado. Empresas de tecnologia e veículos de imprensa utilizam o termo "inteligência artificial" como padrão global para classificar desde algoritmos simples até modelos generativos complexos. A imposição de uma nova nomenclatura pode gerar confusão em contratos, patentes e regulamentações internacionais.

Quem paga a conta dessa mudança são as empresas e agências reguladoras que precisarão revisar milhares de documentos técnicos. A alteração nominal, embora pareça apenas uma questão de vocabulário, carrega o peso de uma nova política de Estado. O governo busca, na prática, controlar a narrativa sobre o desenvolvimento tecnológico, afastando-se de definições acadêmicas tradicionais.

📌 CONTEXTO E ANTECEDENTES

O termo "inteligência artificial" foi estabelecido em 1956 durante a Conferência de Dartmouth, tornando-se o padrão acadêmico e industrial por sete décadas. A tentativa de Trump de alterar a nomenclatura reflete uma tendência recente de populismo tecnológico, onde o Executivo busca redefinir conceitos técnicos para atender a agendas de soberania e controle militar.