Trump e Obama intensificam campanha na reta final das eleições americanas

Líderes percorrem Ohio e Geórgia em disputa decisiva pelo controle do Congresso sob o peso da insatisfação popular com a economia e a guerra.

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Trump e Obama intensificam campanha na reta final das eleições americanas
🚨 PLANTÃO GAZETA: MATÉRIA EM ATUALIZAÇÃO

Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (CNN Brasil, Diário do Poder, Público, SBT News, Valor Econômico). Novos desdobramentos a qualquer momento.

Donald Trump e Barack Obama intensificaram suas agendas de campanha na reta final das eleições nos Estados Unidos. Os dois líderes visitam Ohio e Geórgia, estados fundamentais para definir qual partido controlará o Congresso nos próximos dois anos. A mobilização ocorre em um momento de desgaste para o campo republicano, pressionado pela queda na aprovação pública de Trump.

O cenário eleitoral reflete a insatisfação dos americanos com o alto custo de vida e os desdobramentos da guerra contra o Irã. Esses fatores ameaçam as maiorias republicanas no Senado e na Câmara dos Representantes. Dados do Laboratório Eleitoral da Universidade da Flórida indicam que 36,4 milhões de cédulas já foram registradas, número inferior aos 45,9 milhões do mesmo período em 2022.

Disputas acirradas pelo controle do Senado

Trump concentra esforços em Ohio para apoiar o senador republicano Jon Husted. O candidato enfrenta o democrata Sherrod Brown em uma das disputas mais competitivas do pleito. O resultado pode selar a manutenção da vantagem republicana de 53 a 47 cadeiras no Senado. A estratégia busca blindar o partido contra o avanço democrata em estados tradicionalmente conservadores.

Obama atua na Geórgia ao lado do senador democrata Jon Ossoff. O parlamentar disputa a vaga contra o republicano Mike Collins. Analistas independentes apontam que Ossoff está em posição favorável, embora o estado tenha histórico de decisões em segundo turno. Obama, que manteve perfil discreto até a semana passada, agora utiliza discursos contundentes para mobilizar a base do partido.

Em Michigan, a disputa pela vaga do senador Gary Peters movimenta as bases. O republicano Mike Rogers realizou uma série de eventos com o senador Ted Cruz, do Texas. Já o democrata Abdul El-Sayed organizou atos de mobilização com o próprio Peters e a senadora Elissa Slotkin. Ambos os lados buscam aumentar a participação eleitoral para garantir a vitória em um distrito estratégico.

Donald Trump durante ato de campanha em Ohio para fortalecer a base republicana.
Donald Trump durante ato de campanha em Ohio para fortalecer a base republicana. (Foto: Reuters/Arquivo)

O impacto da economia no voto do eleitor

A percepção de que os partidos perderam o contato com a realidade domina o debate público. Joshua Brazezicke, administrador de imóveis na Pensilvânia, exemplifica a mudança de comportamento nas urnas. Ele trocou seu registro de independente para democrata, citando a quebra de promessas feitas aos cidadãos. A Pensilvânia possui quatro disputas decisivas para a Câmara que podem alterar a balança de poder.

Analistas preveem que os democratas possuem chances reais de conquistar a maioria na Câmara dos Representantes. O desafio no Senado permanece elevado, pois o partido precisa vencer em estados como Iowa ou Alasca para atingir as 51 cadeiras necessárias. O controle do Legislativo definirá a capacidade de governabilidade e a agenda econômica para o restante do mandato.

📌 CONTEXTO E ANTECEDENTES

As eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, ocorrem dois anos após a eleição presidencial. Historicamente, o partido do presidente em exercício tende a perder cadeiras no Congresso, mas o cenário atual é marcado por uma polarização extrema e instabilidade econômica global. A disputa atual reflete o embate direto entre o legado de Obama e a influência persistente de Trump na política americana.