Trump afirma que Lula pediu neutralidade nas eleições brasileiras e critica pleito
Presidente dos EUA diz que não tomou partido a pedido de Lula, mas classifica eleição brasileira como 'vergonhosa' e evita reconhecer vitória do petista.
Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (Agência Pública, CNN Brasil, Estadão, G1, UOL Notícias). Novos desdobramentos a qualquer momento.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 29 de outubro de 2026, que não interferiu nas eleições brasileiras atendendo a um pedido direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em declaração a repórteres, o líder norte-americano evitou reconhecer a vitória do petista no pleito, mantendo uma postura de distanciamento público e críticas severas ao processo eleitoral.
Trump afirmou que acompanhou o desenrolar das urnas no Brasil e optou por deixar as coisas seguirem seu curso natural. Segundo ele, o atual presidente brasileiro solicitou que os Estados Unidos não tomassem partido na disputa. O republicano não apresentou provas para sustentar suas críticas, mas classificou o resultado das eleições como um grande constrangimento para o povo brasileiro.
O impacto da retórica no mercado e na diplomacia
Ao justificar sua visão negativa sobre o pleito, Trump mencionou o desempenho da economia brasileira. O presidente dos EUA afirmou que o mercado financeiro despencou após o resultado, o que, para ele, seria um sinal de instabilidade. A declaração ocorre em um momento em que a gestão de Trump nos EUA enfrenta dificuldades internas, com a inflação de alimentos e combustíveis pressionando o orçamento das famílias norte-americanas.
Questionado diretamente sobre quem ele considera o vencedor legítimo das eleições no Brasil, Trump esquivou-se. Ele afirmou que não deseja comentar o tema agora, mas confirmou que pretende falar com Lula em breve. O governo brasileiro, até o momento, não comentou a afirmação de que Lula teria solicitado a neutralidade do governo norte-americano durante a campanha.
A situação de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos
O encontro entre Trump e o candidato derrotado Flávio Bolsonaro também foi pauta da coletiva. O presidente dos EUA confirmou que autorizou a entrada de Flávio no país, mas garantiu que não pretende se envolver na disputa política do brasileiro. Flávio Bolsonaro, que havia prometido não deixar o Brasil, refugiou-se em solo norte-americano após a derrota nas urnas.
Analistas políticos apontam que a postura de Trump reflete uma tentativa de manter sua base eleitoral mobilizada, mesmo diante de um cenário de fragilidade interna. Com as eleições legislativas nos Estados Unidos se aproximando, o Partido Republicano corre o risco de perder o controle da Câmara e do Senado. Uma derrota parlamentar poderia abrir caminho para investigações sobre o uso do poder executivo por parte de Trump.
A estratégia de Trump de questionar a lisura das eleições brasileiras sem provas ecoa discursos de aliados como Steve Bannon, que defende sanções severas contra o Brasil. Enquanto isso, o governo brasileiro adota uma postura de cautela, orientada a ignorar as provocações externas para evitar o escalonamento de uma crise diplomática que não interessa aos interesses nacionais.
A relação entre Trump e a direita brasileira tem sido marcada por trocas de apoio ideológico desde 2018. A atual tensão diplomática é agravada pela fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA e pelas constantes alegações de fraude eleitoral sem evidências, que buscam deslegitimar as instituições democráticas brasileiras perante a comunidade internacional.