Trump ordena ação judicial para barrar possível vitória democrata no Alasca
Presidente republicano pressiona Departamento de Justiça após denúncias de que democratas recrutaram candidatos com nomes idênticos para confundir eleitores.
Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (CNN Brasil, Gazeta do Povo, UOL Notícias, VEJA, Valor Econômico). Novos desdobramentos a qualquer momento.
O presidente Donald Trump ordenou que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos entre com uma ação judicial para impedir a certificação do resultado da eleição para o Senado no Alasca. A medida visa barrar uma possível vitória da candidata democrata Mary Peltola sobre o atual senador republicano Dan Sullivan. O governo alega que a campanha democrata utilizou estratégias ilícitas para confundir o eleitorado local.
A suspeita central envolve o recrutamento de um candidato homônimo, Dan J. Sullivan, um professor aposentado de Petersburg. Ele avançou nas primárias abertas de agosto e concorre ao pleito de 3 de novembro sem filiação partidária. Documentos e mensagens trocadas entre integrantes da campanha de Peltola indicam que a estratégia foi desenhada para desviar votos do senador republicano, aproveitando a semelhança nominal nas cédulas.
A pressão política sobre o sistema eleitoral
Trump defendeu publicamente a punição dos envolvidos. Em declarações recentes, o presidente afirmou que Peltola e outros responsáveis pela manobra deveriam ser processados. O presidente da Câmara, Mike Johnson, endossou as críticas e classificou a manobra como uma tática insana. Segundo Johnson, os democratas foram pegos em flagrante tentando manipular a percepção do eleitor no momento do voto.
A ex-chefe de campanha de Peltola, Elisa Rios, admitiu que a candidata tinha conhecimento da estratégia. Em contrapartida, a campanha democrata nega qualquer irregularidade. Em nota oficial, a equipe de Peltola afirmou que a candidata entrou na corrida para reduzir o custo de vida e defender os interesses dos moradores do Alasca. A democrata classificou as denúncias como uma distração política para desviar o foco do apoio de Sullivan à guerra no Irã.
O impacto no controle do Senado
O controle do Senado americano depende de cerca de dez disputas acirradas em todo o país. Atualmente, os republicanos possuem 53 assentos contra 47 dos democratas. Para retomar a maioria, o Partido Democrata precisa de um ganho líquido de quatro cadeiras. Uma judicialização prolongada no Alasca pode deixar o resultado indefinido por semanas, travando a governabilidade do próximo ciclo legislativo.
A senadora republicana pelo Alasca, Lisa Murkowski, criticou duramente o episódio. Ela classificou o recrutamento do candidato homônimo como uma cultura de engano. Para Murkowski, os cidadãos do Alasca merecem a verdade honesta de Mary Peltola. O clima de tensão eleitoral é elevado, com líderes como Barack Obama e Kamala Harris participando de atos democratas, enquanto Trump reforça a presença em comícios republicanos.
O sistema eleitoral do Alasca utiliza primárias abertas, onde todos os candidatos competem no mesmo pleito, independentemente do partido. A estratégia de usar homônimos para confundir eleitores é um artifício jurídico-político antigo, raramente executado com sucesso em larga escala. A atual disputa reflete a polarização extrema que define a corrida pelo controle do Congresso dos EUA em 2026.