Democratas criam plano secreto no Alasca para confundir eleitores e Donald Trump exige processo criminal
Campanha buscou homônimos de senador republicano para disputar vaga; Donald Trump pede consequências legais contra Mary Peltola.
Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (CNN Brasil, G1, Gazeta do Povo, UOL Notícias, Valor Econômico). Novos desdobramentos a qualquer momento.
A campanha da ex-deputada democrata Mary Peltola articulou uma estratégia secreta para recrutar homônimos do senador republicano Dan Sullivan no Alasca. A revelação veio à tona através de uma reportagem publicada pelo jornal The New York Times e confirmada por apurações de grandes redações internacionais e nacionais. O objetivo da manobra era confundir o eleitorado nas urnas e dividir a base conservadora no Estado norte-americano.
Iniciada em 2025, a operação clandestina mapeou moradores de áreas remotas que compartilhassem o mesmo nome do atual senador que busca a reeleição. Um operador político chegou a usar nome falso em estabelecimentos comerciais locais para atrair possíveis candidatos dispostos a entrar na disputa eleitoral. O plano avançou nas primárias abertas realizadas em agosto deste ano, quando o homônimo Dan J. Sullivan obteve 2,5% dos votos e garantiu vaga na eleição geral.
A reação explosiva de Donald Trump e o pedido de cadeia
O presidente Donald Trump reagiu com extrema dureza nas redes sociais e em declarações públicas aos jornalistas. O líder republicano exigiu que a candidata democrata e os envolvidos no esquema enfrentem rigorosas consequências políticas e criminais. Segundo Trump, a manobra configurou fraude eleitoral e mentira sob juramento perante a Justiça norte-americana.
"Acho que eles deveriam ser processados", declarou Trump ao comentar os documentos obtidos pela imprensa. O presidente também afirmou que orientou o Departamento de Justiça a intervir para impedir a certificação do resultado caso Mary Peltola derrote o atual senador republicano na votação marcada para o dia 3 de novembro.
Mensagens de texto e documentos obtidos por veículos de imprensa mostram que a equipe de campanha discutiu abertamente a viabilidade de colocar um segundo Dan Sullivan na cédula. A escolha final recaiu sobre Dan J. Sullivan, um professor aposentado morador da comunidade pesqueira de Petersburg. Ele concorre agora sem filiação partidária oficial na eleição geral.
Defesa nega envolvimento e classifica denúncia como distração
A campanha de Mary Peltola negou qualquer participação direta na candidatura do homônimo e classificou as denúncias como uma cortina de fumaça. Em comunicado oficial, a equipe da candidata democrata afirmou que sua prioridade absoluta é defender os interesses dos trabalhadores do Alasca e combater o alto custo de vida no Estado.
"Nenhum tuíte ou ameaça de qualquer político de Washington a impedirá de continuar essa luta", rebateu a assessoria de Peltola. Durante um ato de campanha na cidade de Soldotna, a ex-deputada rejeitou o escândalo e disse que a reportagem serve apenas para desviar o foco de temas centrais, como o apoio do senador republicano rival a conflitos externos no Oriente Médio.
O Comitê de Campanhas Democratas para o Senado (DSCC), órgão responsável por coordenar as disputas do partido em nível nacional, também negou envolvimento no planejamento da estratégia. Enquanto isso, o cenário eleitoral no Alasca permanece tenso e cercado de incertezas jurídicas que podem definir o controle da maioria no Senado dos Estados Unidos.
As eleições de meio de mandato (midterms) nos Estados Unidos em 2026 definem o equilíbrio de forças no Congresso americano. O Alasca utiliza um sistema de primárias abertas e votação por ranqueamento, modelo que frequentemente atrai candidaturas alternativas e disputas judiciais acirradas entre republicanos e democratas pelo controle legislativo.