PL articula candidatura própria ao Senado para enfrentar Alcolumbre em 2027

Partido de Bolsonaro convoca reunião para definir estratégia legislativa e buscar protagonismo contra a reeleição do atual presidente da Casa.

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PL articula candidatura própria ao Senado para enfrentar Alcolumbre em 2027
🚨 PLANTÃO GAZETA: MATÉRIA EM ATUALIZAÇÃO

Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (CNN Brasil, Campo Grande News, Diário do Poder, O GLOBO, Poder360). Novos desdobramentos a qualquer momento.

O Partido Liberal (PL) iniciou a movimentação para lançar uma candidatura própria à presidência do Senado Federal em 2027. A decisão, endossada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, visa confrontar a reeleição do atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). O senador Eduardo Gomes (PL-TO) confirmou que uma reunião interna ocorrerá na próxima quarta-feira para consolidar o posicionamento da legenda e de aliados.

Articulação de forças na oposição

A estratégia do PL busca reorganizar a oposição após a derrota de Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais. O senador Rogério Marinho (PL-RN) surge como o nome favorito para encabeçar a disputa. A cúpula do partido entende que o comando do Senado é vital para pautar o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. O plano inclui a ocupação de comissões estratégicas, como a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Relações Exteriores e Segurança Pública.

O controle dessas comissões permite convocar ministros e solicitar informações oficiais ao Poder Executivo. Na prática, isso significa criar um ambiente de fiscalização constante e pressão política sobre as ações do Palácio do Planalto. O senador Eduardo Gomes destacou que os governadores bolsonaristas terão papel central nesta nova fase. Ele citou Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Sérgio Moro (União-PR), Jorginho Mello (PL-SC) e Cleitinho (Republicanos-MG) como peças-chave para a acomodação das forças políticas.

Senador Rogério Marinho é o nome cotado pelo PL para a presidência do Senado.
Senador Rogério Marinho é o nome cotado pelo PL para a presidência do Senado. (Foto: Agência Senado)

O embate contra Alcolumbre

Davi Alcolumbre busca apoio para se manter no cargo e tem utilizado a oferta de gabinetes como moeda de troca. O atual presidente do Congresso também acenou à direita com a possibilidade de discutir um indulto — o perdão de penas concedido pelo Estado — para Jair Bolsonaro. A estratégia de Alcolumbre visa cooptar parte dos votos do PL, que é hoje a maior bancada da Casa. O ex-presidente Bolsonaro, contudo, mantém resistência a qualquer aliança com o atual comando do Senado.

Carlos Bolsonaro já declarou apoio público à candidatura de Rogério Marinho. Enquanto isso, na Câmara dos Deputados, o cenário é de possível composição. O PL avalia apoiar a reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB), desde que ele aceite pautas de interesse da oposição. O objetivo é garantir que a Mesa Diretora da Câmara mantenha o equilíbrio de forças favorável ao bloco conservador. Hugo Motta deve se reunir em breve com Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, para negociar os termos desse apoio.

A disputa revela a fragilidade das coalizões tradicionais no Legislativo. Quem paga a conta dessa disputa pelo poder é o contribuinte, que vê a pauta econômica ser travada em nome de interesses partidários. A anistia a Bolsonaro e a ocupação de cargos de comando tornaram-se os eixos centrais da política nacional para os próximos anos. O desfecho dessas reuniões definirá o tom do embate entre o Congresso e o Executivo até o final do mandato de Lula.

📌 CONTEXTO E ANTECEDENTES

A disputa pelo comando do Senado ocorre em um momento de alta polarização após as eleições de 2026. O PL, como maior partido, tenta reverter o isolamento legislativo enfrentado nos últimos anos. A busca por anistia e o controle de comissões são as principais ferramentas da oposição para tentar frear a agenda governista e manter a relevância política de Jair Bolsonaro no cenário nacional.