Petrobras anuncia terceira descoberta de petróleo leve em poço na Bacia da Foz do Amazonas
Estatal confirma nova descoberta no poço Morpho, na Margem Equatorial. Óleo tem alta qualidade e grau API entre 35 e 40.
Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (Agência Brasil, CNN Brasil, G1, O GLOBO, UOL Economia). Novos desdobramentos a qualquer momento.
A Petrobras confirmou nesta quarta-feira (29) a terceira descoberta de petróleo leve no poço Morpho, situado na Bacia da Foz do Amazonas, na costa do estado do Amapá. A estatal encerrou a perfuração e a coleta de dados geológicos da área, localizada em uma região de águas ultra profundas na Margem Equatorial brasileira.
As análises laboratoriais preliminares indicam que o óleo descoberto possui excelente qualidade técnica, com grau API medido entre 35 e 40. Na indústria petrolífera mundial, o índice API mede a densidade do líquido em relação à água: quanto maior o número, mais leve e valorizado é o produto. Derivados essenciais como gasolina, diesel e querosene de aviação exigem menor processamento nas refinarias quando o petróleo bruto apresenta essa classificação.
Qualidade superior e comparação com o pré-sal
Para mensurar o ganho técnico da descoberta na costa amapaense, vale lembrar que o petróleo extraído no campo de Tupi, o maior polo produtor do pré-sal brasileiro, registra grau API em torno de 28. Já o óleo pesado do campo de Jubarte, na Bacia de Campos, apresenta aproximadamente 17 API. O material encontrado na Foz do Amazonas emparelha em qualidade com o óleo leve produzido na Guiana, país vizinho que vive um boom petroleiro.
Em outubro, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, celebrou os indícios obtidos no poço e classificou o material como maravilhoso. A executiva afirmou que o óleo só perde em pureza para o padrão encontrado em Urucu, no estado do Amazonas. Segundo a dirigente, a persistência técnica da equipe garantiu o sucesso de três achados produtivos no mesmo poço exploratório.
A profundidade total alcançada pelo poço atingiu 7.081 metros. Desse total, 2.886 metros correspondem estritamente à lâmina d'água, ou seja, a distância vertical entre a superfície oceânica e o leito marinho onde operam os equipamentos de perfuração da companhia.
Próximos passos na Margem Equatorial
Com a conclusão dos trabalhos técnicos no poço Morpho, a Petrobras inicia agora o encerramento operacional da estrutura, procedimento padrão conhecido no setor como abandono do poço. A sonda utilizada nas tarefas será deslocada em seguida para a Bacia Potiguar, na costa do Rio Grande do Norte.
No litoral potiguar, a estatal dará início imediato à perfuração de um novo poço exploratório na locação batizada de Mãe de Ouro. A estratégia corporativa visa expandir o conhecimento geológico de toda a Margem Equatorial, faixa costeira que se estende do estado do Amapá até o Rio Grande do Norte e é considerada a principal fronteira para o futuro energético do país.
A exploração na Margem Equatorial tem sido alvo de intensos debates entre o setor produtivo e órgãos de controle ambiental devido à sensibilidade ecológica da região amazônica. Enquanto a diretoria da Petrobras defende que novas reservas são vitais para a soberania energética e o autofinanciamento da transição verde da companhia, ambientalistas cobram rigor absoluto na avaliação de riscos operacionais e vazamentos para proteger a biodiversidade costeira e as comunidades locais.