Petrobras enfrenta pressão por reajuste de combustíveis após alta do dólar e defasagem recorde

Conselho da estatal discute aumento urgente nos preços das refinarias para conter defasagem que chega a 127% no diesel e ameaça o abastecimento nacional.

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Petrobras enfrenta pressão por reajuste de combustíveis após alta do dólar e defasagem recorde
🚨 PLANTÃO GAZETA: MATÉRIA EM ATUALIZAÇÃO

Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (Brazil Journal, Estadão, G1, UOL Economia, VEJA). Novos desdobramentos a qualquer momento.

O conselho da Petrobras iniciou discussões emergenciais sobre o aumento dos combustíveis nas refinarias. A medida ocorre menos de 24 horas após a abertura das urnas. A estatal enfrenta um cenário de alta pressão devido à desvalorização do real e ao aumento do preço internacional do petróleo.

Dados da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom) mostram uma defasagem de 127% no diesel. Na gasolina, a diferença em relação ao mercado externo atinge 32%. A defasagem ocorre quando o preço praticado no Brasil fica abaixo do custo de importação do produto.

Fontes próximas ao conselho admitem que o atraso precisa de correção imediata. Um ajuste muito rápido pode causar um desarranjo na economia nacional. A diretoria da empresa agora busca o equilíbrio entre a política de preços e a estabilidade do mercado.

A conta que pesa no frete e no campo

O governo federal prorrogou a subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel para tentar segurar os custos. O Brasil importa cerca de um quinto de todo o diesel que consome. O setor do agronegócio demonstra preocupação com o risco de falta do combustível durante o plantio.

O barril do petróleo Brent, referência mundial, superou a marca de US$ 113 no dia 22 de outubro. Para o governo, preços acima de US$ 70 já geram forte pressão interna. A dependência do transporte rodoviário faz com que qualquer alta no diesel encareça o frete e os alimentos.

O custo total de subvenções a combustíveis pode ultrapassar R$ 56 bilhões neste ano. Analistas sugerem que o país precisa ampliar sua capacidade de refino para reduzir essa vulnerabilidade. A venda de refinarias e os subsídios atuais podem desestimular importadores privados, gerando risco de desabastecimento.

Painel de preços de combustíveis em posto de serviço brasileiro
Painel de preços de combustíveis em posto de serviço brasileiro (Foto: Gazeta Estrela Vermelha)

O dilema do imposto e a reforma tributária

A equipe econômica corre contra o tempo para enviar a Medida Provisória (MP) do chamado "imposto do pecado". A medida tributa produtos nocivos, como tabaco, bebidas alcoólicas e automóveis. O governo perdeu o prazo de 2 de outubro para que a cobrança começasse em janeiro.

Sem a MP, não haverá cobrança do Imposto Seletivo a partir de 1º de fevereiro de 2027. O governo projeta arrecadar R$ 41,996 bilhões com este tributo no próximo ano. O setor produtivo aguarda o texto oficial, que ainda é desconhecido nos bastidores.

A oposição critica o adiamento da divulgação das alíquotas, alegando impacto político durante a campanha. O governo nega qualquer alteração no cronograma original. A incerteza jurídica trava novos negócios e gera apreensão entre os empresários que serão afetados pela reforma.

📌 CONTEXTO E ANTECEDENTES

A política de preços da Petrobras busca alinhar os valores internos ao mercado internacional e ao câmbio. O descumprimento pode gerar questionamentos judiciais sobre o dever fiduciário, que é a obrigação legal dos administradores de proteger o patrimônio da empresa e de seus acionistas.