Lula conquista quarto mandato e iguala recorde histórico de Franklin Roosevelt

Com a vitória no segundo turno, o petista torna-se o presidente mais vezes eleito pelo voto popular em democracias, igualando marca do líder americano.

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Lula conquista quarto mandato e iguala recorde histórico de Franklin Roosevelt
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Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (CartaCapital, Folha de S.Paulo, G1, Migalhas, Nexo Jornal). Novos desdobramentos a qualquer momento.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o segundo turno das eleições presidenciais de 2026 neste domingo (25). O resultado garante ao petista o seu quarto mandato à frente do Palácio do Planalto. Com a vitória, Lula iguala o recorde de Franklin Delano Roosevelt, ex-presidente dos Estados Unidos, como o político que mais vezes conquistou a Presidência pelo voto popular em regimes democráticos.

Roosevelt governou os Estados Unidos entre 1933 e 1945, período marcado pela Grande Depressão e pela Segunda Guerra Mundial. Lula, foi eleito anteriormente em 2002, 2006 e 2022. A marca alcançada agora coloca o brasileiro em um patamar singular na história política global, respeitando os limites das democracias competitivas onde a vontade popular é soberana.

O peso do medo e a mobilização digital

Analistas apontam que a vitória de Lula ocorreu após uma virada considerada improvável no início da reta final. O pleito foi definido por uma lógica de rejeição. No primeiro turno, o eleitorado manifestou descontentamento com a continuidade do governo. Já no segundo turno, o medo de uma possível entrega do poder ao bolsonarismo reverteu o cenário das pesquisas.

A mobilização nacional contra a candidatura de Flávio Bolsonaro foi o motor da virada. O uso das redes sociais desempenhou papel central nessa movimentação, embora o presidente eleito tenha prometido, em seu discurso de vitória, endurecer a regulação sobre essas plataformas. O resultado final reflete uma sociedade dividida, mas que, no momento decisivo, optou pela contenção do projeto bolsonarista.

Legitimidade democrática e comparação histórica

Eduardo José Grin, professor de Ciência Política da Fundação Getulio Vargas (FGV), destaca a importância do critério democrático para essa comparação. Ele diferencia a trajetória de Lula de casos em países onde a alternância de poder é obstruída. Em regimes de autocracias competitivas, o controle das instituições permite que líderes permaneçam no poder sem uma disputa real e equilibrada.

Lula, ao contrário, enfrentou eleições competitivas e abertas, sem restrições à manifestação da sociedade. O caso de Roosevelt também possuía uma particularidade: em sua época, não existia o limite de dois mandatos nos Estados Unidos. A regra só foi alterada em 1947, após a morte do líder americano, através de uma emenda constitucional que restringiu a reeleição presidencial.

Celso de Mello, em declaração sobre o pleito, classificou a noite como grandiosa. Para o ex-ministro, a esperança reencontrou sua força na consciência dos cidadãos brasileiros. O desfecho das urnas encerra um ciclo de tensão política e abre um novo capítulo para o governo petista, que agora enfrenta o desafio de governar um país polarizado com a legitimidade de quatro vitórias eleitorais.

📌 CONTEXTO E ANTECEDENTES

A eleição de 2026 marca o ápice de um processo de reconstrução institucional iniciado em 2022. O sistema eleitoral brasileiro, alvo de ataques constantes nos últimos anos, demonstrou resiliência ao processar milhões de votos em poucas horas, consolidando a vitória de Lula em um cenário de alta competitividade e intensa disputa ideológica.