Lula resgata Hino da Independência para marcar soberania nacional na avenida Paulista

Após reeleição, presidente utiliza composição de dom Pedro 1º em atos públicos para reafirmar a independência do Brasil frente a influências externas.

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Lula resgata Hino da Independência para marcar soberania nacional na avenida Paulista
🚨 PLANTÃO GAZETA: MATÉRIA EM ATUALIZAÇÃO

Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (BBC, Folha de Curitiba, Folha de S.Paulo, G1, TV Sim Brasil). Novos desdobramentos a qualquer momento.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) transformou o Hino da Independência no símbolo central de sua celebração de reeleição. A multidão reunida na avenida Paulista, em São Paulo, entoou os versos no domingo (25), após o anúncio dos resultados eleitorais. O gesto repete a escolha feita no último ato de campanha, realizado no sábado (24).

Lula justificou a escolha musical como uma mensagem direta sobre a autonomia do país. O presidente afirmou que o Brasil não cabe no quintal de ninguém. A frase reflete a postura do governo contra o que aliados chamam de interferência de empresas estrangeiras de tecnologia nas eleições. O uso do hino marca uma disputa política pelo controle dos símbolos nacionais, historicamente apropriados por grupos de direita.

A origem imperial da canção

A música possui uma história ligada à fundação do Estado brasileiro. O poeta Evaristo da Veiga escreveu a letra original em agosto de 1822. Na época, a obra recebeu o nome de Hino Constitucional Brasiliense. O compositor Marcos Portugal criou a melodia inicial para os versos de Veiga.

Dom Pedro 1º, que possuía formação musical, decidiu compor sua própria melodia para a letra em 1824. O imperador buscou na arte uma forma de exaltar a nacionalidade e consolidar sua imagem como chefe de Estado. A obra foi rebatizada como Hino Imperial e Constitucional e serviu como hino nacional do país até o ano de 1831.

Historiadores apontam que a escolha de Lula traz uma carga de inspiração romântica e europeia, mas adaptada ao contexto político atual. O pesquisador Victor Missiato, do Instituto Mackenzie, ressalta que o monarca utilizou a música para fortalecer seu reinado. Agora, o PT ressignifica a peça para reforçar a soberania popular.

Presidente Lula discursa para multidão na avenida Paulista durante ato de campanha.
Presidente Lula discursa para multidão na avenida Paulista durante ato de campanha. (Foto: Reuters)

Disputa por símbolos e soberania

A ocupação da avenida Paulista no último sábado foi um dos maiores atos da campanha. Cerca de 14 dos 18 quarteirões da via ficaram tomados por apoiadores. O presidente desfilou ao lado da primeira-dama, Janja, e de aliados como Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet. O uso do verde e amarelo, antes associado ao bolsonarismo, consolidou-se como estratégia de retomada da identidade nacional.

Membros do governo criticam a atuação das chamadas big techs durante o pleito. O argumento central é que essas empresas estrangeiras tentaram influenciar o voto e desestabilizar a soberania nacional. Ao entoar o hino de dom Pedro 1º, o presidente busca conectar sua vitória a uma narrativa de independência política e econômica. O público presente na Paulista reagiu com euforia à execução da música, consolidando o hino como a trilha sonora da nova gestão.

📌 CONTEXTO E ANTECEDENTES

A disputa pelos símbolos nacionais intensificou-se desde 2018, quando movimentos de direita adotaram a bandeira e o hino como marcas exclusivas. A campanha de Lula em 2026 focou na desconstrução desse monopólio, utilizando o Hino da Independência como elemento de união nacional. O movimento jurídico e político contra as big techs, citado pelo governo, baseia-se na regulação de plataformas digitais para evitar a desinformação e proteger a soberania do processo eleitoral brasileiro.