Justiça argentina ordena preservação de imagens da fuga de Flávio Bolsonaro

Decisão atinge órgãos de fronteira e aeroportos após parlamentar deixar o Brasil clandestinamente rumo aos EUA com passaportes cancelados.

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Justiça argentina ordena preservação de imagens da fuga de Flávio Bolsonaro
🚨 PLANTÃO GAZETA: MATÉRIA EM ATUALIZAÇÃO

Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (CNN Brasil, CartaCapital, Folha de S.Paulo, G1, VEJA). Novos desdobramentos a qualquer momento.

A Justiça da Argentina determinou que o governo do presidente Javier Milei preserve todas as imagens e registros da passagem de Flávio Bolsonaro pelo país. O ex-senador cruzou a fronteira entre Foz do Iguaçu e Porto Iguaçu logo após a derrota eleitoral. A ordem judicial alcança a Direção Nacional de Migração, a Agência de Receita e Controle Aduaneiro, a Polícia Aeroportuária e a Gendarmaria Nacional.

Esses órgãos controlam a imigração, o aeroporto de Puerto Iguazú e a ponte Tancredo Neves. A medida visa garantir que provas da fuga não sejam apagadas. Flávio Bolsonaro deixou o Brasil com a esposa e as duas filhas. Seus passaportes haviam sido cancelados horas antes do embarque por ordem judicial, devido a uma investigação sobre lavagem de dinheiro.

Logística da fuga e pagamentos internacionais

O empresário Luis Grande, dono da empresa aérea Baires Fly, confirmou detalhes da operação. Ele afirmou ter sido contratado por um intermediário que mora nos Estados Unidos. O custo do voo em um jato Gulfstream G400 foi de 150 mil dólares, o equivalente a 800 mil reais na cotação atual. O pagamento partiu de uma conta bancária americana para um banco argentino.

Relatos da imprensa internacional, incluindo o The New York Times e o The Wall Street Journal, apontam o envolvimento de Jason Miller, assessor de Donald Trump, na contratação. A Casa Branca não comentou as acusações. Flávio Bolsonaro seguiu para a Flórida, onde se encontrou com seu irmão, Eduardo Bolsonaro, também foragido da Justiça brasileira.

Presidente Javier Milei é questionado sobre apoio logístico na fuga de aliados brasileiros.
Presidente Javier Milei é questionado sobre apoio logístico na fuga de aliados brasileiros. (Foto: Agência Internacional)

O papel do governo Milei na operação

A participação de autoridades argentinas na fuga gera uma crise diplomática. Comentaristas locais destacam que a van que transportou o ex-senador até o aeroporto recebeu escolta da Polícia de Segurança Aeroportuária. Testemunhas observaram outros dois veículos acompanhando o comboio, um deles com chapa diplomática argentina. A origem desse carro permanece um enigma para os investigadores.

O governo Milei enfrenta pressão interna para explicar se houve uso de recursos públicos na operação. Caso comprovada a ajuda estatal, o presidente argentino pode sofrer graves consequências políticas. Milei tenta a reeleição em outubro do próximo ano e lida com índices contraditórios de popularidade. Enquanto 57,5% dos argentinos pedem mudança, o presidente mantém uma base de apoio que ainda disputa o segundo turno contra Axel Kiciloff.

A relação entre Brasil e Argentina atingiu seu ponto mais crítico desde 1851. O apoio de Milei ao clã Bolsonaro é visto como uma aposta arriscada. O presidente argentino busca explorar o sentimento antibrasileiro para consolidar sua base, mas a estratégia pode se voltar contra ele. A Justiça argentina agora escava os detalhes da operação para determinar se houve crime de facilitação de fuga.

📌 CONTEXTO E ANTECEDENTES

Flávio Bolsonaro tornou-se foragido após o cancelamento de seus passaportes em investigações de corrupção. A fuga clandestina via Argentina e Equador ocorreu logo após a derrota eleitoral de seu grupo político. O caso expõe a rede de apoio internacional que ainda sustenta figuras do bolsonarismo em solo estrangeiro, desafiando a soberania e a cooperação jurídica entre as nações sul-americanas.