Hackers roubam US$ 6,3 bilhões da Binance no maior ataque da história das criptomoedas
Grupo ligado à Coreia do Norte invadiu infraestrutura da maior corretora do mundo. Binance suspendeu saques e tenta conter prejuízo bilionário.
Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (CNN Brasil, Estadão, InfoMoney, NeoFeed, Valor Econômico). Novos desdobramentos a qualquer momento.
A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, sofreu nesta quarta-feira (30) o maior ataque hacker da história do setor. Criminosos drenaram US$ 6,3 bilhões em ativos digitais de carteiras da plataforma. A empresa confirmou a invasão e suspendeu temporariamente saques e depósitos para conter a sangria financeira.
A empresa de inteligência em blockchain TRM Labs aponta o grupo TraderTraitor como o autor do crime. O coletivo possui ligações diretas com o regime da Coreia do Norte e integra o chamado Lazarus Group. Este mesmo grupo ganhou fama mundial em 2014 ao atacar a Sony Pictures após o lançamento de um filme satírico sobre o líder Kim Jong-un.
A mecânica do crime e o rastro digital
Os invasores não roubaram chaves privadas de cofres comuns. Eles sequestraram a infraestrutura de assinatura da Binance, o sistema que autoriza as transações. Com esse acesso, os criminosos emitiram ordens legítimas para esvaziar as carteiras afetadas. A operação foi veloz e concentrou a maior parte das transferências em apenas 20 minutos.
O ataque movimentou os ativos por dez redes de criptomoedas diferentes. A Binance, em comunicado na rede social X, admitiu que a falha inicial parecia ser apenas um laptop comprometido, mas a investigação revelou múltiplos pontos de violação. Até o momento, US$ 3 bilhões foram congelados por emissores de stablecoins (moedas digitais pareadas ao dólar) e parceiros da corretora.
O co-CEO da Binance, Richard Teng, afirmou que a empresa cobrirá as perdas dos usuários. A corretora mantém um fundo de reserva de US$ 1 bilhão em bitcoins, chamado de fundo de ativos seguro. O restante do prejuízo será coberto por recursos próprios da companhia, em uma tentativa de evitar uma corrida bancária digital.
Impacto no Brasil e no mercado financeiro
A operação da Binance no Brasil também paralisou saques como medida preventiva. A BBrasil SPSAV Ltda. Informou que os ativos dos clientes brasileiros estão em “cold wallets”, carteiras desconectadas da internet que oferecem maior proteção. A empresa reforçou que segue as normas de segregação de recursos do Banco Central, mantendo o dinheiro dos clientes separado do patrimônio da corretora.
O mercado reagiu com pessimismo imediato. O preço do Bitcoin caiu 4,2% logo após a notícia, atingindo a casa dos US$ 76 mil. Este é o menor patamar de valor da moeda digital nas últimas seis semanas. Investidores globais monitoram agora se a Binance conseguirá recuperar o saldo restante ou se o rombo será absorvido integralmente pela empresa.
Especialistas em segurança cibernética alertam que o roubo serve como fonte de divisas para a Coreia do Norte. O país, isolado por sanções internacionais, utiliza esses ataques para financiar suas operações e driblar o bloqueio econômico global. O FBI já investiga o caso e busca rastrear o destino final dos bilhões desviados.
O grupo Lazarus Group é responsável por diversos ataques bilionários a corretoras nos últimos anos. Em fevereiro de 2025, o grupo roubou US$ 1,5 bilhão da corretora Bybit. A recorrência desses crimes demonstra a vulnerabilidade das infraestruturas centralizadas de criptoativos frente a ataques estatais organizados.