Governo Trump acelera processo de residência de Flávio Bolsonaro nos EUA

Senador brasileiro recebe autorização condicional de um ano enquanto articula green card com apoio de aliados da Casa Blanca.

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Governo Trump acelera processo de residência de Flávio Bolsonaro nos EUA
🚨 PLANTÃO GAZETA: MATÉRIA EM ATUALIZAÇÃO

Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (CNN Brasil, Estadão, Folha de S.Paulo, Poder360, Valor Econômico). Novos desdobramentos a qualquer momento.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) deve formalizar nos próximos dias o pedido de residência permanente nos Estados Unidos. A solicitação do chamado green card, documento que garante o direito de morar e trabalhar legalmente em território norte-americano por tempo indeterminado, conta com facilidades estruturadas pela administração do presidente Donald Trump. A informação foi divulgada pelo jornal The New York Times e confirmada por apurações cruzadas de redações nacionais.

Atualmente, o parlamentar e sua família usam uma autorização condicional de permanência válida por um ano. O aval especial, concedido em situações de urgência humanitária, assegura a estadia do grupo familiar até outubro de 2027. O processo migratório de Flávio espelha o trâmite enfrentado por seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que obteve a residência em julho após mais de doze meses de espera nos trâmites burocráticos do governo federal norte-americano.

Apoio logístico e conexões em Washington

A saída do senador do Brasil rumo ao exterior contou com suporte direto de figuras ligadas ao alto escalão da Casa Branca. Segundo as apurações jornalísticas, Jason Miller, assessor de comunicação de Donald Trump e executivo da rede social Gettr, providenciou a aeronave utilizada na viagem. O trajeto incluiu passagens pela Argentina e pelo Equador antes do desembarque definitivo em solo norte-americano.

A atuação de Miller na logística internacional reacende investigações anteriores sobre interferências de aliados de Trump em agendas políticas brasileiras. Em setembro de 2021, o empresário americano já havia sido abordado por agentes da Polícia Federal no aeroporto de Brasília, por determinação do Supremo Tribunal Federal, antes de participar de uma conferência conservadora e de ser recebido por Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada.

Questionada sobre o envolvimento de seu funcionário na fuga do parlamentar brasileiro, a Casa Branca evitou assumir responsabilidade institucional e redirecionou os questionamentos diretamente a Jason Miller. O Departamento de Estado dos Estados Unidos também foi acionado pela imprensa, mas não apresentou respostas imediatas sobre o caso.

Senador Flávio Bolsonaro em atividade parlamentar antes da viagem aos Estados Unidos.
Senador Flávio Bolsonaro em atividade parlamentar antes da viagem aos Estados Unidos. (Foto: Agência Senado)

Repercussão internacional e crise no Legislativo

Na Argentina, o governo de Javier Milei defendeu a legalidade da passagem do senador pelo país vizinho. A Direção Nacional de Migrações informou que o parlamentar apresentou documentação regular e não possuía nenhum impedimento legal ou alerta da Interpol no momento do embarque. A declaração foi reforçada por aliados do governo argentino durante agendas públicas em províncias locais.

Enquanto articula sua permanência indefinida nos Estados Unidos, Flávio enfrenta cobranças severas sobre seus mandatos políticos no Brasil. O acúmulo de ausências nas sessões deliberativas do Senado Federal coloca o parlamentar próximo ao limite regimental de faltas, o que pode resultar na perda definitiva do mandato e na consequente perda de foro privilegiado.

Nos bastidores de Brasília, a fuga e a mobilização internacional provocam forte desgaste no Partido Liberal. A legenda sofre com perdas de espaço em negociações estratégicas na Câmara dos Deputados e tenta reorganizar sua base diante do isolamento político provocado pelas investigações contra o clã Bolsonaro.

📌 CONTEXTO E ANTECEDENTES

A saída repentina de Flávio Bolsonaro ocorre em meio ao cerco judicial no Supremo Tribunal Federal decorrente de inquéritos sobre tentativas de ruptura institucional e divulgação de cartas com teor golpista. O padrão mimetiza estratégias de fuga adotadas por outros aliados investigados que buscam proteção política junto à direita norte-americana.