Fachin devolve caso INSS para Mendonça e mantém inquérito do Master sob sua relatoria por 90 dias

Presidente do STF decide fatiar investigações, devolve processos da Farra do INSS e segura caso Master por até 90 dias.

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Fachin devolve caso INSS para Mendonça e mantém inquérito do Master sob sua relatoria por 90 dias
🚨 PLANTÃO GAZETA: MATÉRIA EM ATUALIZAÇÃO

Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (CNN Brasil, Folha de S.Paulo, Metrópoles, O GLOBO, VEJA). Novos desdobramentos a qualquer momento.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fachin, determinou nesta quarta-feira a devolução dos autos do caso do INSS e de outras investigações correlatas para a relatoria original do ministro André Mendonça. A decisão atende a um pedido formulado pelo próprio Mendonça, que havia enviado à presidência questionamentos sobre a competência para analisar suspeitas que envolvem autoridades com prerrogativa de foro.

No entanto, Fachin decidiu reter sob a sua responsabilidade direta, pelo prazo de até 90 dias, o inquérito que investiga as operações do Banco Master. A permanência temporária do caso na presidência da Corte ocorre devido à presença de relatórios policiais que mencionam ministros do próprio tribunal, exigindo um controle rigoroso sobre o trâmite das peças processuais.

O destino das investigações sobre o INSS

No despacho divulgado pela Secretaria Judiciária, Fachin concluiu que não existem, ao menos por enquanto, elementos concretos ou menções diretas que justifiquem manter os procedimentos do INSS sob o comando da presidência do tribunal. Com essa conclusão, o ministro determinou o retorno imediato dos autos para o gabinete de André Mendonça, que conduzirá o prosseguimento regular das apurações.

A contagem do prazo provisório e a movimentação dos processos tiveram início em 12 de setembro. Nessa data, a presidência abriu um procedimento para analisar os relatórios que tramitavam com Mendonça, os quais continham suspeitas sobre possíveis articulações envolvendo interlocutores e ministros da mais alta Corte do país.

Apesar da devolução do caso do INSS, a presidência do STF informou que manterá a guarda temporária de arquivos sensíveis para resguardar a integridade das provas. Durante esse período de transição, medidas urgentes como a revisão periódica de prisões preventivas e a regularidade dos atos processuais continuam sob supervisão direta do gabinete da presidência.

Fachada do Supremo Tribunal Federal em Brasília durante expediente forense.
Fachada do Supremo Tribunal Federal em Brasília durante expediente forense. (Foto: Agência Brasil)

O cerco em torno do Banco Master

Diferente do caso previdenciário, o inquérito vinculado ao Banco Master permanece sob a tutela de Luiz Fachin devido à gravidade do material apreendido pela Polícia Federal. Os documentos reúnem registros policiais e transcrições que citam diretamente integrantes do Supremo Tribunal Federal, o que impede a distribuição comum do processo pelas regras ordinárias da Corte.

Para fundamentar os próximos passos, Fachin determinou que a Polícia Federal entregue um relatório detalhado com todas as referências feitas a magistrados nas investigações do banco. Esse documento servirá de base para que o plenário do STF decida sobre a necessidade de fatiar o inquérito, separando as acusações contra autoridades com foro privilegiado dos demais investigados sem prerrogativa.

O prazo de 90 dias estipulado pela presidência será contado retroativamente desde setembro. Contudo, a tramitação poderá ser encerrada antes desse período caso ocorra a conclusão do julgamento da questão de ordem na Petição 16662, o término do prazo do pedido de vista do ministro Flávio Dino, ou a entrega formal do relatório solicitado à Polícia Federal.

O debate institucional no plenário

A decisão tomada por Fachin será submetida ao plenário do STF para referendo dos demais ministros. O colegiado deverá avaliar a proposta de desmembramento dos processos e definir se a presidência possui margem regimental para intervir em investigações complexas que tocam diretamente na reputação e na competência de membros da própria Suprema Corte.

A medida reforça a tensão nos bastidores do tribunal, onde ministros buscam blindar as instituições de crises políticas enquanto cobram transparência rigorosa nas apurações sobre desvios no sistema financeiro e em órgãos públicos federais. O desfecho dessa disputa interna definirá o ritmo das investigações de alto escalão nos próximos meses.

📌 CONTEXTO E ANTECEDENTES

A crise institucional no Supremo Tribunal Federal intensificou-se após o vazamento de relatórios da Polícia Federal apontarem supostas interlocuções entre operadores financeiros e ministros da Corte. Diante do impasse sobre quem deveria relatar os processos, a presidência assumiu temporariamente o controle das apurações para evitar questionamentos sobre a legalidade das medidas cautelares em curso.