Comandante militar dos EUA apresenta a Trump opções de ataque ao Irã
Reunião de alto escalão na Casa Blanca indica nova escalada bélica após as eleições de novembro, alertam fontes governamentais.
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O principal comandante militar dos Estados Unidos no Oriente Médio apresentou nesta quinta-feira ao presidente Donald Trump diferentes planos para uma nova ofensiva militar contra o Irã. A reunião na Casa Branca contou com a presença do secretário de Defesa, Pete Hegseth, e do Chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, segundo apuração confirmada por autoridades norte-americanas.
Membros do governo dos Estados Unidos já começaram a alertar países do Golfo Pérsico para se prepararem para a retomada de ataques. A ofensiva pode ocorrer após as eleições de 3 de novembro, data em que os norte-americanos vão às urnas para renovar quase todo o Congresso no pleito de meio de mandato.
A sombra da operação anterior e a pressão sobre o Golfo
O encontro desta quinta-feira ocorreu exato um dia depois de o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, manter outra reunião reservada com lideranças militares. A articulação reforça os sinais de que a Casa Branca avalia transformar retórica eleitoral em ação bélica concreta no Oriente Médio.
Na semana passada, o próprio Donald Trump abriu espaço para a nova intervenção ao declarar publicamente a possibilidade de repetir ataques passados. "Talvez façamos outra pequena 'Epic Fury'", afirmou o presidente, fazendo referência direta à operação conjunta conduzida pelos EUA e por Israel contra o Irã em fevereiro.
Essa ofensiva realizada no início do ano foi o estopim para o conflito regional aberto que agora ameaça ganhar novos capítulos. Autoridades diplomáticas apontam que a nova escalada militar atende aos interesses do complexo industrial-militar e de corporações petrolíferas que lucram com a instabilidade global.
Reação de Teerã e o risco de colapso energético
Enquanto Washington movimenta tropas e desenha cenários de guerra, o governo iraniano reagiu com dureza no plano diplomático e energético. O chanceler do Irã alertou que qualquer nova agressão militar na região do Golfo Pérsico terá um impacto devastador sobre os mercados globais de energia.
O alerta foi reforçado após a participação iraniana na 8ª Cúpula do Fórum dos Países Exportadores de Gás, realizada em Moscou. Teerã destacou que a segurança energética de países fornecedores e consumidores depende diretamente da estabilidade das rotas comerciais no Oriente Médio.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, reuniu-se com o líder russo Vladimir Putin para consolidar alianças contra a ingerência ocidental. Ambos defenderam o direito soberano dos países da região de resolver seus conflitos de forma autônoma, sem ordens de potências extrarregionais.
Apesar da retórica belicista vinda de Washington, o governo do Irã mantém em paralelo o chamado "Plano de 7 Dias". Trata-se de uma proposta diplomática voltada à desescalada e à abertura de canais de negociação para evitar o colapso humanitário e econômico definitivo na Ásia Ocidental.
As tensões entre Estados Unidos e Irã atingiram níveis críticos em fevereiro de 2026, quando forças norte-americanas e israelenses lançaram a operação militar batizada de 'Epic Fury'. Desde então, o Estreito de Hormuz e as rotas de energia do Golfo Pérsico tornaram-se o ponto nevrálgico da geopolítica global, unindo interesses corporativos de armamentos e disputas eleitorais internas na política dos EUA.