Eleições de meio de mandato nos EUA renovam Câmara e um terço do Senado

Segundo a Agência Brasil, vitória do Partido Democrata deixa o presidente Donald Trump com Congresso adverso até o fim do mandato

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Presidente Donald Trump discursa durante mesa-redonda na Sala de Jantar de Estado da Casa Branca (imagem de arquivo).
Foto: The White House / Public domain via Wikimedia Commons

As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos foram realizadas nesta semana, em 3 de novembro, segundo a Agência Brasil. Todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes estavam em disputa, e um terço do Senado foi renovado.

Segundo a reportagem, o Partido Democrata conquistou a maior parte das cadeiras da Câmara e também a maioria no Congresso. O resultado mostra, na avaliação da agência, o desgaste do presidente Donald Trump, do Partido Republicano, junto ao próprio eleitorado.

As eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, acontecem no fim do segundo ano do mandato presidencial. Elas mudam a composição do Congresso e funcionam como termômetro da opinião pública sobre o governo federal. Quanto mais insatisfeito o eleitor, maior a tendência de votar no partido de oposição.

O desgaste já aparecia nas pesquisas de opinião, de acordo com a agência. Nos últimos meses, a aprovação do governo Trump não passava dos 30%, e a desaprovação ficava na casa dos 60%.

O que muda para Trump no Congresso

Com a Câmara e o Senado sob maioria do partido adversário até o fim do mandato, ou seja, pelos próximos dois anos, Trump terá dificuldade para aprovar projetos de autoria do Executivo. A reportagem avalia que isso pode engessar a gestão em temas polêmicos, como as tarifas contra outros países e a guerra contra o Irã.

O presidente depende do Congresso para aprovar o orçamento, criar e alterar leis e confirmar nomes para a Suprema Corte, a mais alta instância da Justiça do país. Os parlamentares também precisam aprovar os indicados para o Gabinete Presidencial, equivalente aos ministérios, e para o comando de agências federais como o FBI e a CIA.

O Congresso tem ainda a palavra final sobre o envio de dinheiro para reforçar militarmente outro país em guerra. Também cabe ao Legislativo declarar guerra a outra nação.

Nem todos os estados elegem senadores nessa rodada. Quinze deles não votam desta vez: Arizona, Califórnia, Connecticut, Havaí, Indiana, Maryland, Missouri, Nevada, Nova York, Dakota do Norte, Pensilvânia, Utah, Vermont, Washington e Wisconsin.

Os eleitores também escolhem governadores. Dos 50 estados, 36 elegem novos chefes de governo estadual. Nova Jersey e Virgínia votaram para governador em 2025, e a próxima escolha nesses estados será apenas em 2029.

Cada estado tem suas próprias regras e cédulas. Os eleitores do Kansas votaram para deputado, senador, governador, secretário de Estado, procurador-geral, tesoureiro e comissário de Seguros. No Missouri, vizinho ao Kansas, a cédula trouxe apenas auditor estadual, deputados e representantes estaduais, o equivalente a deputados estaduais no Brasil.

A ida às urnas também serve para consultas públicas locais. No Kansas, havia uma consulta na cédula. No Missouri, eram oito.

O sistema americano também difere do brasileiro na forma de votar. Nos EUA, usa-se a urna eletrônica, mas o eleitor também pode votar em cédula de papel ou pelo correio, segundo a reportagem.

Com a nova composição, o Congresso fica com maioria oposicionista ao presidente pelos próximos dois anos. Até o fim do mandato, a reportagem avalia que isso pode engessar a gestão de Trump em temas como tarifas e a guerra no Irã.

Fontes: Agência Brasil — “Entenda as eleições de meio de mandato do presidente nos EUA”.