Boca de urna aponta impasse em Israel após eleições apertadas para o Parlamento

Pesquisas indicam empate entre blocos de Netanyahu e Eisenkot, sem que nenhum atinja as 61 cadeiras necessárias para formar governo no Knesset.

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Boca de urna aponta impasse em Israel após eleições apertadas para o Parlamento
🚨 PLANTÃO GAZETA: MATÉRIA EM ATUALIZAÇÃO

Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (Agência Brasil, CNN Brasil, G1, Gazeta do Povo, UOL Notícias). Novos desdobramentos a qualquer momento.

As eleições legislativas realizadas em Israel terminaram sem um vencedor claro na noite desta terça-feira. Pesquisas de boca de urna divulgadas logo após o fechamento das urnas, às 22h pelo horário local, apontam um cenário de forte polarização e impasse político para a formação de um novo governo.

Os levantamentos iniciais mostram um empate técnico ou uma vantagem mínima entre o bloco liderado pelo atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e a coalizão de oposição encabeçada por Gadi Eisenkot. A disputa no Knesset, o Parlamento israelense composto por 120 cadeiras, exige a conquista de pelo menos 61 assentos para garantir a maioria absoluta e o controle da máquina pública.

Projeções apontam divisão de cadeiras

Os dados consolidados de diferentes emissoras revelam números distintos, mas com a mesma conclusão de travamento institucional. Segundo as pesquisas dos canais 12 e 13 e da emissora pública Kan 11, a aliança oposicionista liderada por Gadi Eisenkot deve conquistar entre 52 e 53 cadeiras. O bloco de Netanyahu, formado por partidos de direita e religiosos, aparece logo atrás, com 50 assentos.

Dentro desse panorama, o partido Likud, de Netanyahu, surge com 24 a 25 deputados. Já o Yashar, partido de centro comandado por Eisenkot, registra entre 21 e 23 assentos. O ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, aliado do campo de oposição, aparece com 12 a 14 cadeiras.

Um levantamento divergente foi apresentado pelo Canal 14, que atribuiu 30 cadeiras ao Likud e projetou 60 assentos para o bloco de Netanyahu, ficando a apenas um voto da maioria absoluta. A mesma pesquisa indicou 43 cadeiras para a oposição e 17 para partidos árabes.

Primeiro-ministro Benjamin Netanyahu durante evento de campanha eleitoral.
Primeiro-ministro Benjamin Netanyahu durante evento de campanha eleitoral. (Foto: Abir Sultan / EFE)

Negociações difíceis e impacto regional

Com a apuração dos votos em andamento, a diferença entre os blocos começou a diminuir, aumentando a tensão nos comitês de campanha. A ausência de uma maioria clara abre espaço para semanas de negociações de bastidor entre partidos menores, o que pode prolongar a crise política no país.

O pleito também ocorre em meio a repercussões diplomáticas internacionais. Netanyahu agradeceu publicamente o apoio do ex-presidente americano Donald Trump à sua campanha, enquanto o governo israelense mantém tensionadas as relações diplomáticas com o Brasil devido a declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o conflito na Faixa de Gaza.

📌 CONTEXTO E ANTECEDENTES

O sistema parlamentar israelense exige coalizões complexas para governar, cenário que tem gerado instabilidade crônica e sucessivas eleições antecipadas nos últimos anos. A fragmentação do Knesset obriga partidos tradicionais a negociarem apoio com legendas religiosas e ultranacionalistas.