Investigação no Alasca aponta plano democrata para confundir eleitores e Trump exige processo criminal

Campanha buscou homônimos para disputar vaga no Senado; republicanos cobram ação judicial imediata contra Mary Peltola.

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Investigação no Alasca aponta plano democrata para confundir eleitores e Trump exige processo criminal
🚨 PLANTÃO GAZETA: MATÉRIA EM ATUALIZAÇÃO

Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (CNN Brasil, G1, UOL Notícias, VEJA, Valor Econômico). Novos desdobramentos a qualquer momento.

A disputa pelo Senado dos Estados Unidos no Alasca ganhou contornos de crise jurídica e política nesta semana. Uma investigação revelou que assessores da candidata democrata Mary Peltola articularam o recrutamento de homônimos para confundir o eleitorado e desviar votos do senador republicano Dan Sullivan.

A revelação veio à tona por meio de reportagem publicada pelo jornal The New York Times e confirmada por apurações de múltiplos veículos de imprensa. A estratégia envolvia encontrar cidadãos com o mesmo nome do atual senador para inseri-los na corrida eleitoral, gerando dúvida nas urnas e ameaçando a frágil maioria republicana no Congresso americano.

Articulação de campanha e os homônimos nas urnas

Iniciada em 2025 pela equipe da ex-deputada e candidata democrata Mary Peltola, a operação mapeou áreas remotas do estado em busca de pessoas chamadas Dan Sullivan. Um operador utilizou nome falso em estabelecimentos locais para atrair potenciais candidatos dispostos a entrar na disputa.

O esforço resultou na entrada de Dan J. Sullivan, um professor aposentado residente na comunidade pesqueira de Petersburg. Ele obteve 2,5% dos votos nas primárias abertas realizadas em agosto e concorre na eleição geral de 3 de novembro sem filiação partidária, dividindo o espaço na cédula com o senador republicano homônimo.

Documentos e mensagens de texto analisados apontam que Elisa Rios, ex-chefe de campanha de Peltola, sabia do plano. O projeto também contaria com discussões envolvendo advogados e membros do Comitê de Campanhas Democratas para o Senado.

Tanto a campanha de Peltola quanto o comitê partidário negaram qualquer envolvimento oficial na candidatura do segundo Sullivan. A candidata classificou a denúncia como uma distração eleitoral voltada para desviar o foco de debates políticos centrais, como a inflação e a economia local.

Cenário político no Alasca durante a reta final da campanha ao Senado.
Cenário político no Alasca durante a reta final da campanha ao Senado. (Foto: Reprodução)

Reação inflamada de Donald Trump e pressão sobre a Justiça

A revelação mobilizou a cúpula do Partido Republicano, liderada pelo presidente Donald Trump. Em manifestações públicas nas redes sociais e entrevistas, Trump acusou a campanha democrata de fraudar o processo eleitoral e mentir sob juramento.

"Acho que eles deveriam ser processados", declarou o republicano ao comentar a reportagem. Ele defendeu que Peltola sofra consequências legais e políticas, exigindo que o Departamento de Justiça intervenha para impedir a certificação do resultado caso a democrata vença a eleição no Alasca.

Outras lideranças republicanas também endureceram o tom contra a manobra. O presidente da Câmara dos Deputados, Mike Johnson, afirmou à imprensa que os democratas foram pegos em flagrante tentando manipular a vontade popular com táticas consideradas insanas.

A senadora Lisa Murkowski, republicana pelo Alasca, classificou o episódio como um reflexo de uma cultura de engano. Segundo ela, os eleitores do estado merecem transparência e o recrutamento artificial de candidatos corrompe o processo democrático.

O impacto nacional na disputa pelo controle do Senado

O escândalo ocorre em um momento crítico para a política americana. Atualmente, os republicanos controlam o Senado com 53 assentos contra 47 dos democratas, tornando o Alasca uma das cerca de dez praças decisivas para o controle do Congresso.

Como os democratas precisam de um ganho líquido de quatro cadeiras para retomar a maioria, a possibilidade de uma longa batalha judicial pós-eleitoral preocupa analistas. A disputa corre o risco de permanecer indefinida por semanas após a votação de 3 de novembro.

Diante da alta polarização, nomes de peso nacional intensificaram as viagens de campanha. Barack Obama e Kamala Harris participam de atos democratas em diferentes estados, enquanto Trump atua diretamente nos comícios republicanos para tentar blindar a base conservadora.

📌 CONTEXTO E ANTECEDENTES

As eleições de meio de mandato (midterms) nos Estados Unidos definem a composição do Congresso e servem como termômetro para a popularidade presidencial. O sistema eleitoral do Alasca, que adota primárias abertas e votação por ranqueamento de preferência, tem sido alvo frequente de debates sobre o uso de estratégias jurídicas e marqueteiras para influenciar margens estreitas de votos em estados com baixa densidade populacional.