Delcy Rodríguez anuncia eleições gerais, devolução de bens e novos contratos petrolíferos na Venezuela
Presidente interina apresenta pacote de reformas econômicas e institucionais que inclui privatização de ativos e reajustes salariais.
Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (CNN Brasil, G1, Gazeta do Povo, Poder360, R7). Novos desdobramentos a qualquer momento.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, apresentou nesta semana um amplo pacote de reformas políticas e econômicas. O plano inclui a promessa de realizar eleições gerais sob supervisão internacional, o fim de prisões arbitrárias, a abertura do setor produtivo e a devolução de ativos estatizados pelo chavismo a antigos proprietários.
O pronunciamento oficial sinaliza uma guinada na rota institucional do país sul-americano. A gestão interina busca atrair investimentos estrangeiros, pacificar o ambiente político interno e restabelecer canais de diálogo com a oposição e com governos estrangeiros, com destaque para os Estados Unidos.
Reforma institucional e supervisão eleitoral
Durante o discurso televisionado, Rodríguez garantiu que todas as eleições previstas na Constituição serão realizadas. O processo ocorrerá sob a tutela de um Conselho Nacional Eleitoral renovado e contará com acompanhamento de observadores internacionais para assegurar lisura.
No âmbito do Judiciário, o governo prevê a reestruturação do Supremo Tribunal de Justiça e avança nas conversas para a liberação de recursos socioeconômicos. A reformulação busca pacificar as instituições e criar garantias jurídicas sólidas para os próximos pleitos.
A presidente interina também prometeu o retorno voluntário de emigrantes venezuelanos. O plano governamental garante documentação plena e oportunidades de trabalho para todos os cidadãos que desejarem voltar ao país após anos de crise migratória.
Privatizações e abertura do setor petrolífero
No plano econômico, o governo deu instruções para avaliar bens não essenciais detidos pelo Estado. O objetivo é determinar quais ativos podem ser oferecidos ao setor privado ou devolvidos aos antigos donos em um processo já considerado avançado.
A medida aprofunda a abertura da economia iniciada em janeiro, quando o Legislativo venezuelano aprovou a exploração de petróleo pela iniciativa privada. A decisão reverteu um pilar histórico do modelo estatal defendido pelo movimento chavista nas últimas duas décadas.
Em agosto, um acordo bilateral permitiu a operação de empresas americanas em campos petrolíferos venezuelanos. A aproximação com Washington visa garantir financiamento e cooperação técnica para reerguer a infraestrutura energética nacional.
Consenso tripartite e reajustes salariais
Para o setor trabalhista, o governo anunciou um acordo tripartite entre o poder público, centrais sindicais e câmaras empresariais. O pacto estabelece quatro reajustes nos rendimentos dos trabalhadores ao longo de 2027, com percentuais atrelados ao crescimento do PIB trimestral.
As medidas sociais buscam conter a inflação e recuperar o poder de compra da classe trabalhadora, duramente afetada pelo embargo econômico e pela desvalorização cambial. O pacote também aborda a reconstrução de serviços essenciais, como eletricidade e saúde, afetados por falhas estruturais e pelo impacto de desastres naturais recentes.
A guinada na política venezuelana ocorre após a captura e prisão do ex-líder Nicolás Maduro em janeiro, em uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos. Desde então, o governo interino de Delcy Rodríguez tenta equilibrar a herança anti-imperialista do chavismo com a necessidade urgente de atrair capitais ocidentais para salvar a economia nacional da bancarrota.