Carta de Flávio Bolsonaro foi redigida com ajuda do ChatGPT e gerou crise diplomática com os Estados Unidos

Erro de IA incluiu brasão antigo e trecho golpista. Governo americano exigiu cortes em documento redigido no exterior.

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Carta de Flávio Bolsonaro foi redigida com ajuda do ChatGPT e gerou crise diplomática com os Estados Unidos
🚨 PLANTÃO GAZETA: MATÉRIA EM ATUALIZAÇÃO

Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (Folha de S.Paulo, G1, Migalhas, Poder360, VEJA). Novos desdobramentos a qualquer momento.

O senador derrotado nas urnas Flávio Bolsonaro utilizou a inteligência artificial ChatGPT para redigir a carta em que contesta o resultado das eleições presidenciais de 25 de outubro de 2026. A apuração jornalística revela que a ferramenta digital inseriu símbolos inadequados e termos golpistas no documento oficial divulgado pelo clã em território norte-americano.

Luiz Inácio Lula da Silva venceu o pleito com 64.256.232 votos, o equivalente a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro obteve 59.826.041 votos, ou 48,21% da preferência do eleitorado nacional. Sete minutos após a confirmação matemática do resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral, às 21h09 daquela noite, o Supremo Tribunal Federal autorizou a apreensão do passaporte do senador.

Diante da ordem judicial emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, Flávio fugiu do país acompanhado da mulher e das duas filhas adolescentes. O grupo obteve abrigo nos Estados Unidos sob a alegação de perseguição política, contando com o apoio explícito de Donald Trump e de Javier Milei.

O uso da inteligência artificial e os erros crassos no texto

O jornalista Paulo Figueiredo admitiu publicamente que o deputado federal Eduardo Bolsonaro pediu ao ChatGPT para inserir o brasão da República no topo da carta. A ferramenta gerou uma versão obsoleta do símbolo pátrio, utilizada em um período histórico em que o nome do país ainda era grafado com a letra Z. Os assessores não souberam explicar o motivo da falha tecnológica.

Outro erro apontado pela apuração envolveu a manutenção de um trecho redigido em rascunhos anteriores. Nele, Flávio se autoproclamava como o verdadeiro presidente eleito do Brasil. A expressão gerou alerta imediato entre diplomatas estrangeiros e assessores do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Diante do risco institucional, o governo norte-americano exigiu que o senador retirasse o trecho golpista do documento. Autoridades dos EUA explicaram que manter a expressão indicaria acolhimento oficial da autoproclamação, provocando um grave incidente diplomático com o governo brasileiro legítimo.

Após a pressão estrangeira, o termo foi substituído pela expressão verdadeiro líder. Segundo os articuladores da fuga, a mudança teve o objetivo de contornar a situação jurídica frágil do parlamentar no exterior. Advogados também acionaram a Polícia Federal devido ao uso irregular do brasão da República em um documento de contestação eleitoral.

Polícia Federal monitora circulação de investigados em aeroportos internacionais.
Polícia Federal monitora circulação de investigados em aeroportos internacionais. (Foto: Agência Brasil)

Repercussão jurídica e defesa da democracia brasileira

Paulo Figueiredo minimizou os incidentes ao afirmar que os erros foram puramente banais e que o essencial do documento permaneceu inalterado. Para o grupo político derrotado, o pleito de outubro foi totalmente ilegítimo e os resultados oficiais não merecem reconhecimento por parte da oposição.

Observatórios eleitorais e entidades jurídicas nacionais saíram em defesa da lisura do processo conduzido pela Justiça Eleitoral. O Observatório Eleitoral destacou que a votação ocorreu dentro dos mais rigorosos padrões de segurança tecnológica e transparência pública, rechaçando qualquer tentativa de golpe institucional.

A tentativa de utilizar ferramentas de inteligência artificial para chancelar uma narrativa golpista a partir de solo estrangeiro evidencia o isolamento político da família Bolsonaro. Enquanto o país retoma a normalidade institucional sob a presidência de Lula, os derrotados buscam refúgio internacional e tropeçam em falhas tecnológicas rudimentares.

📌 CONTEXTO E ANTECEDENTES

A fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos ocorreu imediatamente após a proclamação do resultado das urnas em outubro de 2026. A emissão de ordens de apreensão de passaporte pelo Supremo Tribunal Federal marcou o início de investigações sobre tentativas de desestabilização democrática e ataques sistemáticos às instituições republicanas brasileiras.