Bancada do PL fecha questão em apoio a Flávio Bolsonaro após descumprimento de ordem judicial
Líderes do PL saem em defesa de Flávio Bolsonaro após senador ignorar ordem de entrega de passaportes; STF mantém restrições e autoriza visitas a Jair.
Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (CNN Brasil, Jovem Pan, O GLOBO, UOL Notícias, VEJA). Novos desdobramentos a qualquer momento.
A bancada do Partido Liberal (PL) no Congresso Nacional manifestou apoio total ao senador Flávio Bolsonaro nesta segunda-feira (28). O posicionamento ocorre após o parlamentar descumprir o prazo de 24 horas estabelecido pela Polícia Federal para a entrega de seus passaportes. A medida foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no último domingo (25).
O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e o senador Carlos Portinho (PL-RJ), líderes da sigla na Câmara e no Senado, assinaram nota oficial. O texto critica a cobertura da imprensa, que classificou o senador como foragido. Para os parlamentares, a ausência de entrega dos documentos não altera o status jurídico de Flávio Bolsonaro.
A nota afirma que a informação deve ser tratada com responsabilidade e sem julgamentos antecipados. O documento ressalta que o simples descumprimento de uma ordem administrativa não transforma o investigado em foragido da Justiça. A Polícia Federal, esclareceu que restrições a documentos de viagem não autorizam, por si só, prisões ou vigilância permanente.
O cerco jurídico e a movimentação internacional
O pedido de apreensão dos passaportes integra um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O caso envolve o senador e o advogado Willer Tomaz. A investigação aponta que Flávio utilizou um passaporte italiano para entrar na Argentina e um passaporte diplomático para ingressar nos Estados Unidos.
A decisão do STF impôs, além da entrega dos documentos, a proibição de saída do país e a restrição de contato com outros investigados. O cancelamento dos passaportes brasileiros emitidos em nome do senador foi a medida imediata adotada após o descumprimento da ordem. O senador permanece sob escrutínio das autoridades enquanto aliados tentam blindar sua imagem política.
Visitas autorizadas e a estratégia do PL
Enquanto a crise envolve Flávio, o ministro do STF autorizou a visita de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar com restrições severas impostas pela Corte. A decisão exige que o visitante passe por vistoria prévia e deixe aparelhos eletrônicos sob guarda policial.
A defesa de Jair Bolsonaro também solicitou autorização para que o ex-ministro Rogério Marinho possa visitá-lo. O movimento indica uma tentativa da cúpula do PL de manter a coesão do grupo político em meio às investigações. O custo político dessas decisões recai sobre a estabilidade do partido, que tenta equilibrar a defesa de seus membros com o cumprimento das ordens judiciais.
O inquérito sobre lavagem de dinheiro e evasão de divisas é um desdobramento das investigações que miram o núcleo central do bolsonarismo. A fuga de Flávio para os EUA intensificou a pressão do STF sobre a família, resultando em medidas cautelares (restrições impostas antes da sentença final) para evitar a evasão de investigados e a destruição de provas.