Após reeleição de Lula, esquerda mobiliza atos e abre impeachment de Nunes por corte de ônibus

Câmara municipal cria comissão para avaliar o afastamento do prefeito paulistano após redução da frota de ônibus no segundo turno.

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Após reeleição de Lula, esquerda mobiliza atos e abre impeachment de Nunes por corte de ônibus
🚨 PLANTÃO GAZETA: MATÉRIA EM ATUALIZAÇÃO

Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (Agência Brasil, CartaCapital, Folha de S.Paulo, G1, ICL Notícias). Novos desdobramentos a qualquer momento.

Movimentos sociais e parlamentares de esquerda iniciaram uma forte onda de protestos e investidas jurídicas contra o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB). A mobilização ocorre após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ganha força em razão da tentativa da prefeitura de dificultar o acesso da população às urnas no segundo turno. Servidores públicos, sindicatos e frentes populares convocaram atos públicos nas ruas da cidade, enquanto a Câmara Municipal de São Paulo instalou uma comissão especial para analisar o pedido de impeachment contra o chefe do Executivo municipal.

As denúncias apontam que a gestão municipal reduziu propositalmente a frota de ônibus no dia da votação, descumprindo a ordem expedida pela Justiça Eleitoral que determinava a operação de 100% dos veículos do transporte coletivo. Dados divulgados pela imprensa apontam que a gestão de Nunes executou apenas 58,6% das partidas previstas. Já o portal G1 informou que 8.814 ônibus circularam no domingo de eleição, o que representa apenas 71% da frota operada em um dia útil normal. A prefeitura alegou que atuou de forma diligente, mas encontrou dificuldades para ampliar a frota em prazo reduzido.

Pressão nas ruas e denúncias na Justiça

A reação popular começou a tomar forma com convocações nas redes sociais de entidades como o Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias do Município de São Paulo (Sindsep) e o diretório municipal do PT. Para este sábado, o ato está marcado para as 19h na Praça Roosevelt, na região central. Já no domingo, a manifestação ocorrerá às 14h na Praça Padre Manuel da Nóbrega, também no centro da capital. Os manifestantes exigem a responsabilização do prefeito e cobram explicações sobre o déficit severo de transporte público no dia cívico.

No âmbito jurídico, parlamentares da bancada de esquerda acionaram a Justiça Eleitoral ainda durante o pleito. A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP), a vereadora Luana Alves (PSOL-SP) e a deputada estadual Mônica Seixas (PSOL-SP) protocolaram representação contra o prefeito, o secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira, e o presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges. Caso a Justiça comprove o descumprimento da ordem, o prefeito e o chefe da SPTrans poderão pagar multa de 100 mil reais. A Resolução nº 23.751/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exige gratuidade no transporte em dias de eleição, o que pode configurar crime eleitoral.

Câmara Municipal instalou comissão especial para analisar denúncias contra a gestão de Ricardo Nunes.
Câmara Municipal instalou comissão especial para analisar denúncias contra a gestão de Ricardo Nunes. (Foto: Rede Câmara SP)

Comissão especial de impeachment na Câmara

A ofensiva política contra a gestão municipal avançou para o Legislativo paulistano. A Câmara Municipal instalou uma comissão especial para avaliar o pedido de impeachment contra Ricardo Nunes. A solicitação foi apresentada pelas vereadoras Amanda Paschoal (PSOL) e Silvia da Bancada Feminista (PSOL), além do vereador Celso Giannazi (PSOL). Os parlamentares argumentam que a manobra no transporte público comprometeu o direito sagrado de ir e vir do eleitor, além de interferir diretamente no resultado do pleito democrático.

A denúncia protocolada na Casa também traz relatos de pressão política sobre servidores comissionados da prefeitura. A suspeita é de que funcionários tenham sofrido constrangimento para participar de atos de campanha. Em declaração, a vereadora Amanda Paschoal associou a conduta da prefeitura à atuação de setores bolsonaristas após a derrota de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. Segundo a parlamentar, o prefeito escolheu apoiar um projeto político derrotado e precisa prestar contas à cidade. A comissão especial que avaliará o caso será composta pelos vereadores Rubinho, Major Palumbo, Helio, Luana, Kenji, Sandra Santana e Sandra Tadeu.

📌 CONTEXTO E ANTECEDENTES

A disputa municipal em São Paulo foi marcada por forte polarização entre o projeto federal liderado por Luiz Inácio Lula da Silva e as bases conservadoras apoiadas pela prefeitura. A garantia de passe livre em dias de eleição tornou-se um instrumento constitucional essencial para assegurar que trabalhadores e famílias de periferias pudessem exercer o voto sem barreiras financeiras ou logísticas impostas pelas administrações locais.