Aprovação de Trump sobe para 32% a uma semana das eleições nos EUA

Pesquisas indicam oscilação positiva para o presidente, mas democratas mantêm vantagem de 11 pontos na preferência para o controle do Congresso americano.

Compartilhar
Aprovação de Trump sobe para 32% a uma semana das eleições nos EUA
🚨 PLANTÃO GAZETA: MATÉRIA EM ATUALIZAÇÃO

Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (Bem Paraná, CartaCapital, Estadão, Folha de S.Paulo, G1). Novos desdobramentos a qualquer momento.

A aprovação do presidente Donald Trump registrou uma leve oscilação positiva, alcançando 32% a apenas sete dias das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. Os dados refletem uma pesquisa nacional realizada ao longo de cinco dias, capturando o clima de polarização que domina o cenário político dos Estados Unidos.

Apesar da pequena melhora nos índices do presidente, o cenário eleitoral permanece desfavorável ao Partido Republicano. Quando questionados sobre o chamado voto genérico — a escolha de partido para o Congresso —, 47% dos eleitores registrados declararam preferência pelos democratas, contra 36% que optaram pelos republicanos. Cerca de 11% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votar.

O peso do voto nas midterms

As eleições de 3 de novembro renovarão a totalidade da Câmara dos Representantes e um terço do Senado. O sistema americano, distinto do brasileiro, coloca em jogo 435 cadeiras na Câmara e 35 das 100 vagas no Senado. Projeções atuais apontam que os democratas possuem chances reais de conquistar a maioria em ambas as casas legislativas.

O controle do Congresso é o principal campo de batalha desta disputa. Caso os democratas garantam a maioria, o cenário político sofrerá mudanças drásticas. Hakeem Jeffries, líder da bancada democrata na Câmara, afirmou que a prioridade da oposição será reverter as tarifas impostas por Trump ao México, Canadá e outros parceiros comerciais. Segundo Jeffries, essas taxas elevaram o custo de vida do americano médio em milhares de dólares anualmente.

Presidente Trump em evento de campanha, onde tenta reverter a vantagem democrata nas pesquisas.
Presidente Trump em evento de campanha, onde tenta reverter a vantagem democrata nas pesquisas. (Foto: Agência Gazeta)

Confronto direto sobre tarifas e direitos

A disputa jurídica sobre as tarifas comerciais intensificou-se após a Suprema Corte determinar que a definição de taxas é prerrogativa do Congresso. Embora Trump tenha contornado a decisão judicial ao invocar leis de emergência econômica, a oposição democrata promete usar o poder de alocação de recursos para forçar a derrubada das medidas. O custo dessa disputa recai diretamente sobre o bolso do trabalhador, que paga mais caro por produtos essenciais devido às barreiras comerciais.

A tensão eleitoral é agravada por incertezas institucionais. Relatos indicam que Trump ameaça não reconhecer o resultado das urnas caso o Partido Republicano seja derrotado. Esse comportamento coloca em xeque a estabilidade democrática do país. Acadêmicos e observadores internacionais, incluindo especialistas de Curitiba, acompanharão a votação de perto para monitorar possíveis irregularidades ou tentativas de obstrução do processo eleitoral.

📌 CONTEXTO E ANTECEDENTES

As eleições de meio de mandato, ou midterms, ocorrem sempre na metade do mandato presidencial e servem como um referendo sobre a gestão em curso. Historicamente, o partido do presidente costuma perder cadeiras no Congresso, o que explica a atual pressão sobre a base republicana e a mobilização democrata por mudanças na política externa e econômica.