Federação União Progressista apoia reeleição de Alcolumbre no Senado com articulação de indulto a Bolsonaro
A aliança entre União Brasil e PP garante doze senadores na base, enquanto negociações nos bastidores envolvem perdão a condenados e anistia.
Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (CNN Brasil, Estadão, Gazeta do Povo, Opera Mundi, Poder360). Novos desdobramentos a qualquer momento.
A Federação União Progressista declarou apoio oficial à reeleição do senador Davi Alcolumbre para o comando do Senado Federal. A decisão foi anunciada por meio de uma nota conjunta assinada pelos presidentes nacionais Antonio Rueda, do União Brasil, e Ciro Nogueira, do PP. A cúpula partidária argumenta que a permanência do parlamentar amapaense assegura a estabilidade institucional e o diálogo permanente entre os Poderes da República.
No entanto, a movimentação ocorre em meio a intensas articulações de bastidores para a disputa que ocorre em fevereiro do próximo ano. Alcolumbre busca consolidar a maioria necessária de 41 votos entre os 81 senadores da Casa Alta. Somadas, as bancadas do União Brasil e do PP na nova legislatura de 2027 garantem doze assentos favoráveis à sua condução.
Acordo político e negociação de perdão judicial
Fontes ligadas às negociações indicam que o atual presidente do Senado atua nos bastidores para construir uma agenda de pacificação nacional. A proposta inclui a articulação de um indulto humanitário ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso desde agosto de 2025 sob acusação de tentativa de golpe de Estado. Caso o Palácio do Planalto rejeite a medida, a estratégia prevê a aprovação de uma anistia parlamentar no Congresso Nacional.
O plano negociado por aliados do senador também busca conter pressões no Parlamento pelo impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, especialmente Alexandre de Moraes. Levantamentos internos apontam que pelo menos 49 senadores da próxima legislatura defendem o afastamento de magistrados da Suprema Corte. Para aprovar o afastamento de um juiz no plenário, a Constituição exige o voto favorável de 54 parlamentares.
A estratégia de Alcolumbre envolve obter o reconhecimento da constitucionalidade da dosimetria, lei aprovada no final de 2025 para reduzir penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro. A medida, contudo, enfrenta resistência de setores da base governista e depende da sanção ou veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ainda não foi formalmente consultado sobre o pacto.
Resistência interna e o peso da oposição
A aliança em torno de Alcolumbre sofre oposição de alas do próprio bloco conservador. A senadora Tereza Cristina iniciou campanha para presidir o Senado e pautar o avanço de processos de impeachment contra ministros do STF. A parlamentar criticou publicamente o apoio formalizado pelas direções do União Brasil e do PP à candidatura do atual chefe da Casa.
O cenário eleitoral no Senado reserva grande influência para o Partido Liberal. A legenda contará com a maior bancada na próxima legislatura, somando 29 senadores, além de três parlamentares do partido Novo. O bloco oposicionista avalia lançar candidaturas próprias na disputa, com nomes como Rogério Marinho e Tereza Cristina cotados para liderar uma chapa única contra Alcolumbre.
A disputa pelo comando do Senado em 2027 reflete o rearranjo de forças políticas após as eleições gerais. Davi Alcolumbre tenta viabilizar sua recondução ao cargo equilibrando pressões de partidos do Centrão, demandas da oposição liderada pelo PL e o desgaste institucional provocado por investigações judiciais contra figuras centrais da direita brasileira.