Polícia Federal prende presidente do TCE de Mato Grosso em esquema de R$ 75 milhões

Operação Tomada de Contas cumpre seis mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão contra desvios milionários.

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Polícia Federal prende presidente do TCE de Mato Grosso em esquema de R$ 75 milhões
🚨 PLANTÃO GAZETA: MATÉRIA EM ATUALIZAÇÃO

Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (CNN Brasil, Correio Braziliense, G1, Metrópoles, UOL Notícias). Novos desdobramentos a qualquer momento.

A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira o presidente do Tribunal de Contas de Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo de Almeida, durante a Operação Tomada de Contas. A investigação aponta um esquema criminoso de desvios que atinge a cifra de R$ 75 milhões nos cofres públicos.

A ordem de prisão preventiva partiu do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A ação ocorre simultaneamente nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, mobilizando mais de 180 policiais federais.

A ofensiva policial mira uma rede de fraudes em contratos públicos e uso político da máquina de controle. Na prática, a investigação busca responder para onde foi o dinheiro do contribuinte e quem lucrou com a paralisação de serviços essenciais enquanto servidores sacavam maços de dinheiro em espécie dentro de agências bancárias.

Saques em dinheiro vivo dentro do tribunal

Os investigadores mapearam uma movimentação financeira atípica no coração do próprio órgão fiscalizador. A Polícia Federal identificou 150 saques que somam R$ 15,6 milhões em uma agência bancária localizada nas dependências do TCE-MT, realizados em menos de dez meses no ano de 2025.

Documentos da investigação revelam que a chefe de gabinete da presidência, Roseli Loss, sacou R$ 3,5 milhões pessoalmente. Câmeras de segurança registraram servidores transportando mochilas cheias de dinheiro e alterando a rotina de saques para despistar a fiscalização.

A decisão do ministro Og Fernandes, do STJ, também determinou a prisão do procurador do tribunal Grhegory Paiva Pires e de outros quatro servidores. Entre janeiro e outubro de 2025, os suspeitos realizaram 64 retiradas diretamente nos caixas e 86 em terminais de autoatendimento.

Em outubro daquele ano, o grupo reduziu temporariamente a frequência dos saques ao perceber a presença de agentes federais investigando o caso. A manobra buscou ocultar o rastro do dinheiro público desviado.

Sede da Polícia Federal durante cumprimento de mandados da Operação Tomada de Contas.
Sede da Polícia Federal durante cumprimento de mandados da Operação Tomada de Contas. (Foto: Agência Brasil)

Pressão sobre fornecedores e desvio de contratos

O esquema funcionava por meio da coerção administrativa contra empresas prestadoras de serviço. A Polícia Federal aponta que o tribunal suspendia contratos públicos regulares para priorizar repasses financeiros a empresas de publicidade ligadas ao esquema.

A suspensão de pagamentos servia como instrumento de pressão e chantagem contra fornecedores. Enquanto empresas legítimas ficavam sem receber pelos serviços prestados, os recursos públicos eram desviados para beneficiar o grupo investigado.

Além dos desvios e das prisões preventivas, o STJ autorizou o cumprimento de 26 mandados de busca e apreensão. A Justiça determinou o bloqueio imediato de bens dos suspeitos e a quebra de sigilos bancários e fiscais para recuperar os valores perdidos.

A operação também apreendeu bens de luxo, como relógios de alto padrão e carros importados, adquiridos com dinheiro sob suspeita. A apuração continua para rastrear o destino final de todas as verbas públicas desviadas da instituição.

📌 CONTEXTO E ANTECEDENTES

Tribunais de Contas estaduais exercem papel crucial na fiscalização do uso do dinheiro público por prefeituras e governos estaduais. Quando a cúpula desses órgãos é capturada por esquemas de corrupção, o controle social e a aplicação correta de recursos em saúde, educação e infraestrutura desabam, penalizando diretamente a população que depende de serviços públicos eficientes.