Polícia Civil descarta motivação política em morte de engenheiro após ato em Santos

Investigação aponta roubo seguido de morte. Oito suspeitos foram identificados pela polícia por participação no crime.

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Polícia Civil descarta motivação política em morte de engenheiro após ato em Santos
🚨 PLANTÃO GAZETA: MATÉRIA EM ATUALIZAÇÃO

Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (Agência Brasil, Estadão, G1, UOL Notícias, VEJA SÃO PAULO). Novos desdobramentos a qualquer momento.

A Polícia Civil de São Paulo descartou qualquer motivação política ou homofóbica na morte do engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, de acordo com as investigações concluídas nesta semana. O crime ocorreu na madrugada do último sábado em Santos, litoral paulista, após a vítima participar de um evento político de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O engenheiro participava de uma apresentação da Banda Esquerdantina na cidade litorânea quando se afastou do ato público para ir ao banheiro. Imagens de câmeras de segurança e registros obtidos pela polícia mostram que Rocha foi abordado por dois homens que exigiram a entrega de seu aparelho celular. Em seguida, mais cinco pessoas se aproximaram, cercando a vítima e desferindo socos e chutes até que o engenheiro caísse sem consciência na via pública.

Investigação aponta latrocínio e histórico dos suspeitos

Os investigadores trataram o caso como latrocínio, que significa roubo seguido de morte. A apuração policial identificou que o grupo criminoso atuava na região praticando furtos e roubos frequentes de telefones celulares e correntes de ouro durante a madrugada. Os criminosos ainda gravaram o espancamento em uma transmissão ao vivo pelas redes sociais.

Até o momento, a polícia identificou oito envolvidos no crime, incluindo adolescentes e adultos. Segundo o delegado responsável pelo caso, Barazal, os menores investigados já possuíam antecedentes criminais por atos infracionais semelhantes, enquanto um dos suspeitos maiores de idade também acumulava passagens anteriores na polícia. Os envolvidos vão responder criminalmente por latrocínio perante a Justiça.

Após a agressão violenta, Marcelo de Oliveira Rocha foi socorrido inicialmente na Santa Casa de Santos. Devido à gravidade dos ferimentos sofridos na cabeça e no corpo, o engenheiro precisou ser transferido para o Hospital São Paulo, unidade universitária vinculada à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O engenheiro cursava mestrado na instituição de ensino superior, que emitiu nota oficial cobrando rigor e celeridade na punição dos culpados.

Investigação policial apontou que o grupo praticava roubos na região.
Investigação policial apontou que o grupo praticava roubos na região. (Foto: Reprodução)

Repercussão acadêmica e apoio à família

A morte do jovem engenheiro gerou forte comoção entre estudantes, professores e colegas de pesquisa. A Unifesp manifestou solidariedade pública aos familiares, amigos e colegas de turma da vítima neste momento de luto. A instituição reiterou que a violência extrema exige respostas firmes das autoridades de segurança pública do estado.

O corpo do engenheiro foi velado na quarta-feira em cerimônia reservada a parentes e amigos próximos no litoral paulista. Enquanto isso, a Polícia Civil orientou que outras potenciais vítimas de assaltos cometidos pelo mesmo grupo na madrugada do crime compareçam a uma delegacia para registrar boletim de ocorrência e fortalecer as provas contra o bando.

📌 CONTEXTO E ANTECEDENTES

O caso ocorreu em um período de forte acirramento político no país, após o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. A rápida atuação das forças de segurança buscou afastar hipóteses de atentado ideológico, confirmando que a violência urbana e a criminalidade comum foram os fatores determinantes na morte do engenheiro.