Operação NXIVM prende oito suspeitos de exploração sexual e chantagem de adolescentes no Rio

Polícia Civil desarticula rede que gravava abusos para chantagear vítimas em Niterói, São Gonçalo e Maricá; entre os detidos está um assessor parlamentar.

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Operação NXIVM prende oito suspeitos de exploração sexual e chantagem de adolescentes no Rio
🚨 PLANTÃO GAZETA: MATÉRIA EM ATUALIZAÇÃO

Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (Agência Brasil, Estadão, Folha de S.Paulo, G1, Gazeta do Povo). Novos desdobramentos a qualquer momento.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta quarta-feira a Operação NXIVM para desmantelar uma rede criminosa voltada à exploração sexual de adolescentes. A ação, conduzida pela 74ª DP (Alcântara), cumpriu oito mandados de prisão e 18 de busca e apreensão nos municípios de Niterói, São Gonçalo e Maricá.

Os investigadores identificaram um esquema onde os criminosos gravavam cenas de estupro e tortura para chantagear as vítimas. O objetivo era impedir que as jovens abandonassem o grupo, mantendo-as sob constante ameaça de divulgação das imagens. A polícia descreve o método como uma forma de escravidão sexual, na qual os suspeitos se autodenominavam "senhores" e tratavam as vítimas como "escravas".

Conexões políticas e prisões estratégicas

Entre os detidos está um assessor parlamentar que atuava no gabinete da deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ). O servidor, identificado como Carlos Bittencourt Filho, possui histórico de atuação em cargos públicos, tendo sido chefe de gabinete do deputado estadual Flávio Serafini (PSOL-RJ) entre 2015 e 2019. A deputada informou, por meio de nota, que demitiu o funcionário assim que tomou conhecimento das acusações.

A operação também resultou na prisão de um policial militar, que trabalhava na segurança de um parlamentar. O agente foi localizado no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), na capital fluminense. Outro alvo central da operação é o personal trainer João Lucas Perrenoud, preso em Itaipuaçu, distrito de Maricá. Segundo a polícia, ele pressionava uma adolescente a se encontrar com dez homens diferentes, chegando a buscá-la na escola para levá-la aos locais de abuso.

Origem das investigações e o modus operandi

O fio condutor da investigação surgiu a partir da prisão de Matheus Rodrigues Gonçalves, ex-assessor do vereador Professor Túlio (PSOL), em Niterói. Naquela ocasião, a polícia apreendeu notebooks e celulares que continham provas robustas sobre a rede de exploração. A análise dos dados revelou uma estrutura organizada de produção de vídeos de violência sexual, que serviam como moeda de troca para manter o controle sobre as vítimas menores de idade.

A operação recebeu o nome de NXIVM em referência a uma seita norte-americana que também utilizava chantagem e escravidão sexual para dominar mulheres. A Polícia Civil segue analisando os materiais apreendidos nos 18 endereços visitados durante a ação. O objetivo agora é identificar outros possíveis envolvidos e mapear a extensão total da rede criminosa na região metropolitana.

📌 CONTEXTO E ANTECEDENTES

O caso expõe a fragilidade dos mecanismos de contratação em gabinetes parlamentares e a infiltração de redes criminosas em estruturas de poder. A investigação é um desdobramento direto da prisão de um assessor em Niterói, que serviu como ponto de partida para a descoberta de uma rede organizada de exploração sexual de menores no Rio de Janeiro.