Promotor Lincoln Gakiya aceita convite para assumir Ministério da Segurança Pública de Lula

Referência no combate ao PCC, o promotor do Gaeco confirma disposição para integrar o governo e defende a criação da nova pasta ministerial.

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Promotor Lincoln Gakiya aceita convite para assumir Ministério da Segurança Pública de Lula
🚨 PLANTÃO GAZETA: MATÉRIA EM ATUALIZAÇÃO

Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (CNN Brasil, Folha de S.Paulo, Metrópoles, O GLOBO, Poder360). Novos desdobramentos a qualquer momento.

O promotor Lincoln Gakiya, nome de peso no combate ao crime organizado em São Paulo, declarou publicamente que aceitaria o convite para comandar o futuro Ministério da Segurança Pública no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração ocorre em um momento de pressão política pela estruturação da pasta, que hoje está sob o guarda-chuva do Ministério da Justiça.

Gakiya é um dos integrantes mais respeitados do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). Ele afirmou que encararia a função como uma honra. "Se o ministério for criado e eu vier a ser convidado, aceitaria com prazer. Seria uma honra dar uma colaboração para a área de segurança do país", declarou o promotor.

Integração federal e combate às facções

O promotor defende que a criação da pasta é urgente diante do avanço das facções criminosas. Ele apoia a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública ainda em 2026. Essa mudança na Constituição permitiria que o governo federal tivesse responsabilidade direta na segurança, superando a atual divisão onde o tema é quase exclusivo dos Estados.

Gakiya propõe estruturas permanentes de cooperação entre o Ministério Público, as polícias estaduais, a Polícia Federal, a Receita Federal e o sistema prisional. Para ele, o Brasil precisa endurecer as penas para integrantes de facções e garantir que condenados por crimes ligados a organizações criminosas permaneçam mais tempo em regime fechado.

O promotor também se posiciona contra a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas. Ele argumenta que essas facções operam como máfias e que o enquadramento como terrorismo poderia prejudicar o sistema financeiro brasileiro e dificultar a troca de informações entre países.

Bastidores da indicação e desafios orçamentários

A possível indicação de Gakiya não é novidade nos bastidores. Em agosto, o então candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) já havia manifestado a intenção de nomeá-lo para o cargo. Agora, o nome ganha força no Palácio do Planalto como um aceno de Lula ao eleitorado que cobra resultados práticos na segurança.

Um fator que facilita a transição é a proximidade da aposentadoria do promotor. A lei brasileira impede que integrantes do Ministério Público ocupem cargos de ministro de Estado enquanto estiverem na ativa. Gakiya já participou de conversas com integrantes da campanha de Lula, o que indica que o diálogo está avançado.

O governo federal projeta a recriação do ministério ainda neste ano, mas o funcionamento pleno pode ficar para 2027. O entrave principal é o orçamento. A criação de uma estrutura ministerial exige recursos para contratação de pessoal, equipamentos e tecnologia, o que depende de ajustes nas contas públicas federais. O governo busca formas de viabilizar a pasta sem ferir o arcabouço fiscal, que é a regra que limita o aumento dos gastos públicos ao crescimento da receita.

📌 CONTEXTO E ANTECEDENTES

Lincoln Gakiya ganhou projeção nacional ao liderar o pedido de transferência de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, para presídios federais. Em 2023, o promotor tornou-se alvo de um plano de atentados arquitetado pelo PCC, que também visava o senador Sergio Moro. A atuação de Gakiya é marcada pelo enfrentamento direto à estrutura financeira e logística das facções criminosas.