WSJ e Washington Post atacam o STF e defendem Flávio Bolsonaro
Jornais americanos publicam editoriais duras contra o Supremo e classificam investigações contra Flávio Bolsonaro como perseguição política.
Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (Brazil Journal, Folha de S.Paulo, Gazeta do Povo, Migalhas, Poder360). Novos desdobramentos a qualquer momento.
Os jornais norte-americanos The Wall Street Journal e The Washington Post publicaram editoriais conjuntos criticando duramente o Supremo Tribunal Federal brasileiro. As publicações classificam as investigações recentes contra o senador Flávio Bolsonaro como uma perseguição política orquestrada logo após o processo eleitoral.
Segundo o Wall Street Journal, a sobrevivência do Estado de direito no país corre riscos graves. O texto aponta que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou a entrega do passaporte do líder da oposição logo após a derrota nas urnas, o que motivou a saída do parlamentar para os Estados Unidos.
A ofensiva jurídica e a atuação do Supremo
A publicação americana destaca que Flávio não recebeu acusações formais de crimes, mas teme não encontrar um julgamento imparcial na Justiça brasileira. O editorial resgata declarações de Lula durante a campanha eleitoral, quando o atual presidente afirmou que os inquéritos contra o adversário político ganhariam andamento assim que ele perdesse a imunidade parlamentar.
De acordo com o jornal conservador americano, a competência para processar políticos federais deveria pertencer exclusivamente à Procuradoria-Geral da República. Contudo, o texto acusa o ministro Alexandre de Moraes de ampliar a própria jurisdição para atender a objetivos políticos específicos, mencionando também a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão por tentativa de golpe.
A Polícia Federal confirmou que o pedido de medidas cautelares contra Flávio ocorreu no domingo, dia 25, após a corporação identificar indícios de fuga iminente para o exterior. Dois dias depois, a saída do senador do território nacional foi concretizada.
Repercussão internacional e o futuro da corte
O Washington Post engrossou o coro das críticas através do editorial intitulado "Quando juízes se tornam promotores". A publicação argumenta que perder uma disputa eleitoral não pode servir de justificativa para que candidatos precisem abandonar o próprio país por medo de prisões arbitrárias.
O Wall Street Journal também chamou atenção para a composição futura do Supremo Tribunal Federal. O texto lembra que o presidente Lula poderá indicar até quatro novos magistrados para a corte até o final de seu mandato, considerando vagas abertas antecipadamente e aposentadorias compulsórias previstas para os próximos anos, como as de Luiz Fux em 2028, Cármen Lúcia em 2029 e Gilmar Mendes em 2030.
A relação entre o poder judiciário brasileiro e a imprensa internacional tem se intensificado desde os julgamentos de figuras centrais da direita no STF. Os editoriais de veículos estrangeiros influentes expõem a polarização institucional e alimentam o debate global sobre os limites de atuação da mais alta corte do país frente a adversários políticos.