Grupo que matou engenheiro em Santos transmitia outros crimes ao vivo durante ato pró-Lula

Investigação da Polícia Civil aponta que suspeitos realizavam roubos e furtos enquanto filmavam ações em redes sociais; dois adolescentes foram apreendidos.

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Grupo que matou engenheiro em Santos transmitia outros crimes ao vivo durante ato pró-Lula
🚨 PLANTÃO GAZETA: MATÉRIA EM ATUALIZAÇÃO

Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (Agência Brasil, CNN Brasil, Estadão, G1, UOL Notícias). Novos desdobramentos a qualquer momento.

A Polícia Civil de São Paulo identificou que o grupo responsável pela morte do engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, em Santos, utilizava redes sociais para transmitir crimes ao vivo durante um ato político pró-Lula. O crime ocorreu na madrugada do último dia 30 de outubro, após a vítima se afastar de um evento da Banda Esquerdantina, nas proximidades da sede do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro).

As investigações revelaram que os suspeitos aproveitavam a aglomeração para praticar furtos e roubos de celulares e correntes. Imagens obtidas pelos investigadores mostram um dos suspeitos, um adolescente de 16 anos, abordando uma pessoa sentada na calçada para subtrair um aparelho telefônico. O ato foi transmitido em tempo real, seguindo o mesmo padrão de exposição utilizado no ataque que vitimou o engenheiro.

Investigação descarta motivação política

A Polícia Civil, por meio do 4º Distrito Policial de Santos, trabalha para esclarecer a participação de oito envolvidos no caso. Até o momento, dois adolescentes foram apreendidos após o cumprimento de mandados de busca e apreensão. A autoridade policial descartou qualquer motivação política ou homofóbica no crime, tratando o caso como latrocínio, que é o roubo seguido de morte.

Marcelo de Oliveira Rocha era mestrando na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A instituição manifestou pesar pela perda e cobrou das autoridades a identificação e a punição rigorosa de todos os envolvidos. O corpo do engenheiro foi velado nesta quarta-feira, em um clima de forte comoção entre familiares, amigos e colegas de pós-graduação.

Trabalho de apuração da Polícia Civil segue em busca dos demais envolvidos no latrocínio.
Trabalho de apuração da Polícia Civil segue em busca dos demais envolvidos no latrocínio. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Dinâmica do crime e desdobramentos

O engenheiro estava em Santos para acompanhar a apresentação musical e participar do ato político. Por volta das 3h da manhã, ele se separou do grupo de amigos para buscar um banheiro e foi encontrado inconsciente logo depois. O registro inicial da ocorrência foi feito como roubo com lesão corporal grave, mas a tipificação foi alterada para latrocínio após a confirmação do óbito.

A polícia segue analisando as imagens das transmissões feitas pelos suspeitos para identificar os outros seis integrantes do grupo que ainda não foram localizados. A estratégia de filmar os crimes para exibição pública nas redes sociais é um dos pontos centrais da apuração, que busca entender a organização do bando e a frequência com que atuavam em eventos públicos na região do litoral paulista.

📌 CONTEXTO E ANTECEDENTES

O litoral de São Paulo tem registrado um aumento nas ocorrências de furtos em aglomerações, desafiando as forças de segurança pública. A utilização de redes sociais para a exibição de crimes, prática conhecida como 'ostentação do crime', tem se tornado um desafio para a inteligência policial, que agora utiliza essas próprias provas digitais para identificar e localizar os autores de delitos em todo o estado.