Promotor Lincoln Gakiya é cotado para assumir novo Ministério da Segurança Pública

Especialista no combate ao PCC, promotor confirma que aceitaria convite de Lula para liderar a nova pasta, que deve ser desmembrada da Justiça em 2027.

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Promotor Lincoln Gakiya é cotado para assumir novo Ministério da Segurança Pública
🚨 PLANTÃO GAZETA: MATÉRIA EM ATUALIZAÇÃO

Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (Band, CNN Brasil, Folha de S.Paulo, Jornal de Brasília, O GLOBO). Novos desdobramentos a qualquer momento.

O promotor de Justiça Lincoln Gakiya, referência nacional no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC), desponta como o nome favorito para assumir o futuro Ministério da Segurança Pública no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A criação da pasta é uma promessa central da campanha de reeleição e visa dar protagonismo institucional ao enfrentamento do crime organizado.

Gakiya confirmou publicamente que aceitaria o convite para o cargo. O promotor integra o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo há duas décadas. Sua trajetória é marcada pelo isolamento de lideranças de facções em presídios federais, medida que o tornou um alvo direto de ameaças de morte.

Trajetória marcada pelo enfrentamento direto ao crime

O reconhecimento de Gakiya no meio jurídico decorre de sua atuação solitária em 2019. Na ocasião, ele protocolou o pedido de transferência de Marcola e outros 21 líderes do PCC para o sistema penitenciário federal. O promotor agiu sem apoio formal da cúpula do Ministério Público ou do governo estadual da época. O ato foi classificado por ele mesmo como um "decreto irreversível de morte", dada a dimensão da represália esperada.

Apesar da expertise técnica, o nome de Gakiya ainda enfrenta debates internos no entorno de Lula. Aliados do presidente apontam que, por ser uma pasta sensível e com cobrança imediata por resultados, o ministro precisaria ter um histórico de convivência política com o chefe do Executivo. Outros nomes, como os senadores Rui Costa e Camilo Santana, também aparecem na lista de cotados. Ambos possuem experiência administrativa e foram fundamentais na modulação do discurso de Lula sobre segurança durante a campanha.

Desafios institucionais e a estrutura da nova pasta

A viabilização do ministério depende da aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança no Senado. A proposta altera as funções do governo federal na gestão da segurança pública, permitindo que a área seja desmembrada do Ministério da Justiça. O governo projeta a criação da pasta ainda este ano, mas o funcionamento pleno pode ficar para 2027 devido a limitações orçamentárias.

Gakiya defende uma integração mais profunda entre as forças policiais estaduais e federais. O promotor também se posiciona contra a classificação de facções como o PCC e o Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas. Para ele, essas organizações funcionam como máfias e exigem estratégias de inteligência financeira e isolamento de lideranças, em vez de apenas o tratamento penal previsto para o terrorismo.

Um obstáculo jurídico para a nomeação é a vedação legal para que integrantes do Ministério Público exerçam cargos públicos fora da instituição enquanto estiverem na ativa. Aliados do promotor indicam que a proximidade de sua aposentadoria facilita a transição. Gakiya já participou de reuniões com integrantes da campanha de Lula, sinalizando uma aproximação que pode ser consolidada nos próximos meses.

📌 CONTEXTO E ANTECEDENTES

A segurança pública foi o tema mais desafiador para o governo Lula durante o pleito de 2026. A promessa de criar um ministério específico responde à pressão popular por resultados contra o crime organizado. A trajetória de Gakiya, que participou da elaboração da Lei Antifacção em 2025, coloca o promotor como o nome técnico mais robusto para a implementação dessa nova política de Estado.