Adolescentes são apreendidos por morte de engenheiro espancado após ato político em Santos
Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, foi morto após se afastar de manifestação pró-Lula; polícia investiga latrocínio.
Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (Agência Brasil, CNN Brasil, G1, UOL Notícias, VEJA SÃO PAULO). Novos desdobramentos a qualquer momento.
A Polícia Civil de São Paulo apreendeu dois adolescentes suspeitos de participação na morte do engenheiro ambiental e mestrando Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos. O crime ocorreu na madrugada do último sábado, dia 24 de outubro, na cidade de Santos, no litoral paulista, após a vítima participar de um ato político em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O velório do engenheiro ocorre nesta quarta-feira, das 9h às 13h, no Cemitério Santana, localizado na Zona Norte da capital paulista. Já o sepultamento está marcado para as 16h no Cemitério Congonhas, na Zona Sul. A família autorizou a doação dos órgãos de Marcelo, que teve a morte confirmada no hospital após sofrer graves lesões decorrentes de espancamento.
Investigação de latrocínio e ação policial
Segundo dados repassados pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o caso foi inicialmente registrado como roubo seguido de lesão corporal grave. Com o falecimento da vítima, a investigação policial passou a tratar o episódio como latrocínio, que significa roubo seguido de morte.
O 4º Distrito Policial de Santos identificou cinco adolescentes e dois adultos suspeitos de envolvimento direto no crime. Os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão contra dois dos menores de idade apontados nas investigações. Imagens de câmeras de segurança mostraram o momento em que o engenheiro foi cercado e agredido pelo grupo.
De acordo com a apuração policial, o celular e outros pertences pessoais de Marcelo foram levados pelos agressores durante a abordagem violenta no litoral paulista.
Dinâmica do crime e manifestação política
O ataque aconteceu por volta das 3h da madrugada de sábado. Marcelo de Oliveira Rocha participava de uma apresentação da Banda Esquerdantina na Avenida Conselheiro Nébias, nas proximidades do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro).
O engenheiro se afastou dos amigos momentaneamente para ir ao banheiro e acabou sendo abordado pelo grupo na rua. Ele foi encontrado inconsciente após as agressões físicas. Grupos criminosos teriam feito transmissões ao vivo enquanto agrediam e roubavam pedestres na região após o ato político.
A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde Marcelo cursava o mestrado, emitiu nota oficial de pesar lamentando a morte do estudante. A instituição cobrou rigor na identificação e na punição dos responsáveis, além de informar que presta apoio jurídico e psicológico aos familiares enlutados.
O episódio ocorre em um cenário de alta polarização política no estado de São Paulo, onde manifestações públicas exigem reforço na segurança urbana e investigação célere de crimes de violência urbana e motivação política. A atuação conjunta das forças de segurança do litoral e da capital busca desarticular quadrilhas especializadas em roubos noturnos a frequentadores de eventos culturais e políticos.