Desemprego cai para 5,2% e atinge o menor nível em 14 anos no Brasil

Taxa de desocupação recua no terceiro trimestre de 2026, alcançando recorde de 103,6 milhões de brasileiros ocupados, segundo dados oficiais do IBGE.

Compartilhar
Desemprego cai para 5,2% e atinge o menor nível em 14 anos no Brasil
🚨 PLANTÃO GAZETA: MATÉRIA EM ATUALIZAÇÃO

Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (Agência de Notícias - IBGE, G1, InfoMoney, Investing.com Brasil - Finanças, Câmbio e Investimentos, Poder360). Novos desdobramentos a qualquer momento.

O Brasil registrou uma marca histórica no mercado de trabalho. A taxa de desemprego caiu para 5,2% no trimestre encerrado em setembro de 2026. Este é o menor patamar registrado desde o início da série histórica do IBGE, em 2012.

O resultado mostra uma queda de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, que fechou em 5,4%. Na comparação com o mesmo período de 2025, quando a taxa era de 5,6%, a redução foi de 0,4 ponto percentual. O país encerrou setembro com 5,6 milhões de pessoas procurando emprego.

Recorde na ocupação e força do setor público

O número de brasileiros ocupados chegou a 103,6 milhões, o maior patamar da série histórica iniciada em 2012. Esse contingente cresceu 0,6% no trimestre, o que representa a entrada de 581 mil pessoas no mercado de trabalho. Em um ano, a alta foi de 1,2%, somando 1,2 milhão de novos postos.

O setor público também atingiu um recorde, com 13,2 milhões de trabalhadores. Esse segmento cresceu 2,5% no último ano, representando 317 mil novas vagas. Já o setor privado com carteira assinada manteve estabilidade, com 39,4 milhões de empregados. Trabalhadores por conta própria, que somam 26,1 milhões, e trabalhadores domésticos, com 5,4 milhões, também mantiveram números estáveis.

Apesar da melhora na ocupação, o número de desalentados — pessoas que desistiram de procurar emprego — subiu 7,5% no trimestre, chegando a 2,5 milhões. Contudo, na comparação anual, houve uma queda de 6,8% nesse grupo, indicando uma melhora na confiança do trabalhador ao longo dos últimos doze meses.

Dados do IBGE confirmam a menor taxa de desocupação desde 2012.
Dados do IBGE confirmam a menor taxa de desocupação desde 2012. (Foto: Agência IBGE)

Renda e massa salarial em ascensão

O rendimento real habitual, que é o valor que o trabalhador efetivamente recebe no bolso descontada a inflação, ficou em R$ 3.790. O valor representa um crescimento de 3,6% no ano, um ganho real de R$ 131. A massa de rendimento real habitual, que é a soma de todos os salários pagos no país, atingiu R$ 387,5 bilhões.

Este valor é o maior da série histórica, com alta de 1,5% no trimestre e 4,7% no ano. Na prática, esse aumento de R$ 17,5 bilhões na massa salarial anual significa que há mais dinheiro circulando na economia. Esse movimento impulsiona o consumo das famílias, mas exige atenção do governo com a inflação, que é o aumento generalizado dos preços dos produtos básicos.

O cenário econômico, no entanto, enfrenta desafios externos. O dólar comercial subiu 0,89%, cotado a R$ 5,38, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores que reflete o valor das maiores empresas do país, registrou queda de 1,06%. A volatilidade do mercado financeiro reflete incertezas globais, enquanto o mercado de trabalho interno mostra resiliência com a criação de novas vagas.

📌 CONTEXTO E ANTECEDENTES

A queda do desemprego é um indicador central para a política econômica, pois reflete o nível de atividade industrial e de serviços. Historicamente, o Brasil enfrentou taxas superiores a 12% durante a crise de 2016 e a pandemia, sendo a recuperação atual um reflexo de políticas de estímulo ao consumo e investimentos públicos. O desafio agora é manter a estabilidade da renda diante de pressões cambiais e da inflação.