Fuga de Flávio Bolsonaro aos EUA custou ao menos R$ 414 mil em fretamento de jato

Senador deixou o Brasil após derrota eleitoral em avião da Baires Fly; custo estimado supera quatro vezes o valor de passagens comerciais de primeira classe.

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Fuga de Flávio Bolsonaro aos EUA custou ao menos R$ 414 mil em fretamento de jato
🚨 PLANTÃO GAZETA: MATÉRIA EM ATUALIZAÇÃO

Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (CNN Brasil, Folha de S.Paulo, GOV.BR, O GLOBO, Poder360). Novos desdobramentos a qualquer momento.

O senador Flávio Bolsonaro deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos em uma operação logística de alto custo. A viagem, realizada em um jato executivo da empresa argentina Baires Fly, teve um custo estimado de R$ 414 mil. O valor considera a tarifa média de US$ 8.500 por hora de voo, totalizando 9,1 horas de trajeto com escala no Equador até o Aeroporto Executivo de Miami-Opa Locka.

A família do parlamentar saiu de Brasília por via terrestre, cruzou a fronteira com a Argentina e permaneceu 24 horas em Puerto Iguazú antes da decolagem. O montante de R$ 414 mil pode subir consideravelmente ao incluir taxas aeroportuárias, custos de reposicionamento da aeronave e o tempo que o jato ficou parado em solo argentino. Para comparação, quatro passagens em primeira classe em voos comerciais custariam cerca de R$ 151 mil.

Histórico de irregularidades da empresa contratada

A Baires Fly, companhia escolhida para a fuga, opera sob uma estrutura societária complexa. Embora Luis Grande figure como fundador, investigações da Justiça argentina apontam o empresário Sergio Daniel Mastropietro como o sócio oculto e principal articulador financeiro. A empresa já esteve envolvida em escândalos de corrupção e lavagem de dinheiro na Agência Nacional de Discapacidade (Andis) da Argentina.

O esquema investigado na Argentina utilizava a emissão de faturas falsas para voos que nunca ocorreram. O objetivo era ocultar o pagamento de propinas milionárias a redes de saúde. A empresa promove em seu site a promessa de "privacidade total" para clientes, garantindo a proteção absoluta contra o vazamento de dados e da lista de passageiros, o que atrai figuras públicas que buscam discrição em seus deslocamentos internacionais.

O senador Flávio Bolsonaro em agenda pública antes da saída do país.
O senador Flávio Bolsonaro em agenda pública antes da saída do país. (Foto: Arquivo/Gazeta)

O cerco jurídico e a pressa na saída

A saída do senador ocorreu em um momento de alta tensão política. A Polícia Federal expediu um pedido de apreensão do passaporte de Flávio apenas sete minutos após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarar a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026. O petista venceu com 64,2 milhões de votos, enquanto Flávio obteve 59,8 milhões.

Aliados do senador mencionam uma suposta articulação do governo de Donald Trump, via Marco Rubio, para viabilizar a logística. No entanto, não existe confirmação oficial sobre quem financiou o fretamento do jato. A incerteza também paira sobre a rota exata da fuga, com relatos de que o avião desviou do espaço aéreo brasileiro para evitar possíveis interceptações das autoridades nacionais.

A situação de Flávio nos Estados Unidos enfrenta obstáculos adicionais. A posse de cidadania italiana pode dificultar um eventual pedido de asilo político, já que o senador possui vínculos legais com outro país europeu. Enquanto isso, a Polícia Federal mantém o sigilo sobre os detalhes da investigação, que ainda busca esclarecer o local exato da saída terrestre do Brasil e os aeroportos utilizados na escala.

📌 CONTEXTO E ANTECEDENTES

O episódio marca o ápice da crise política iniciada com a derrota eleitoral de 2026. A fuga de Flávio Bolsonaro reflete o temor do clã diante de decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em investigações sobre atos antidemocráticos. A movimentação internacional levanta questionamentos sobre a origem dos recursos utilizados para manter o padrão de vida e a segurança da família no exterior.