Governo britânico lança campanha e pede estoque de água e comida para três dias

Iniciativa "Be Ready" recomenda reserva para 72 horas e cita de tempestades a ataques cibernéticos como riscos, segundo o Poder360 e o SBT News

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Retrato oficial de Andy Burnham (imagem de arquivo).
Foto: House of Commons / CC BY 3.0 via Wikimedia Commons

🚨 PLANTÃO GAZETA — notícia em desenvolvimento, escrita a partir do que quatro veículos publicaram. As fontes estão no fim do texto; esta página pode ser atualizada.

O governo do Reino Unido lançou a campanha nacional "Be Ready", que traduzida significa "Esteja Preparado". A iniciativa, segundo o Diário da Guanabara, foi lançada em 22 de outubro de 2026 e recomenda que as famílias mantenham em casa alimentos não perecíveis e água para pelo menos três dias.

Segundo o SBT News, a campanha busca preparar a população para situações que possam interromper serviços essenciais, como energia elétrica, abastecimento de água, telefonia e internet. Entre os riscos citados pelo governo estão eventos climáticos extremos, ataques cibernéticos e falhas nas cadeias de abastecimento.

O primeiro-ministro Andy Burnham, do Partido Trabalhista, defendeu a iniciativa. Segundo o Poder360, ele afirmou que eventos inesperados parecem se tornar cada vez mais frequentes.

"Não se trata de pânico… É apenas tomar medidas sensatas para ter o suficiente em casa para ajudá-lo caso haja uma situação difícil."

O governo ressalta, de acordo com o SBT News, que a campanha não foi lançada em resposta a uma ameaça específica ou iminente. O secretário de Defesa, Wes Streeting, disse que o país deve estar preparado para possíveis ações de terrorismo apoiadas por governos estrangeiros, especialmente da Rússia, contra infraestruturas essenciais.

O que entra na lista

A recomendação oficial é de três litros de água por pessoa por dia, o que dá nove litros para cada pessoa no período. O volume pode precisar ser maior para cozinhar e lavar. Na comida, o governo orienta priorizar produtos de longa validade que não dependam de refrigeração ou preparo, como carnes, peixes e vegetais enlatados, frutas secas e castanhas.

A lista também inclui lanterna com pilhas extras, rádio portátil a bateria ou de funcionamento manual, carregador portátil para celular, dinheiro em espécie, cobertores, roupas quentes, kit de primeiros socorros e medicamentos essenciais. Famílias com crianças pequenas devem considerar fórmulas infantis e fraldas. Animais de estimação também entram na recomendação, com água e alimentos.

Pessoas que dependem de remédios foram orientadas a manter uma reserva extra para alguns dias, segundo o Poder360. A campanha ainda sugere lenços umedecidos, de acordo com a mesma reportagem. O Terra acrescenta itens de higiene pessoal à lista.

O governo não pede que a compra seja feita de uma só vez. A orientação é verificar o que já existe em casa e acrescentar um ou dois itens nas compras habituais, distribuindo o custo ao longo do tempo. A lista deve ser revisada a cada seis meses, com a troca dos produtos vencidos.

Outra medida é a inscrição no Priority Services Register, um cadastro que permite às empresas de energia, gás e água identificar consumidores que podem precisar de ajuda extra durante interrupções. Segundo o governo, a preparação das famílias também reduz a pressão sobre os serviços de emergência, que podem priorizar quem mais precisa.

A reportagem do Terra questiona como quem já vive em dificuldade pode se preparar para uma nova crise. Segundo o texto, milhões de britânicos têm dificuldade até para comprar o necessário para a semana.

O Diário da Guanabara informa que outros governos europeus também orientam famílias a manter estoques. Os prazos e as listas variam, mas a meta mais comum é de 72 horas, e algumas nações chegam a sete ou dez dias. O SBT News afirma que a campanha aproxima o Reino Unido de países europeus que já adotam orientações semelhantes.

Fontes: Poder360 — “Reino Unido orienta famílias a manter estoques de emergência”; SBT News — “Reino Unido orienta população a estocar comida; entenda”; Terra — “"Um insulto a 14 milhões de lares": novo plano do Reino Unido contra a ameaça da Rússia preocupa famílias de baixa renda”; Diário da Guanabara — “Países europeus orientam famílias a manter estoques para enfrentar emergências”.